Internet: Poder em Questão


imagem_piramideO “Internet Governance Forum” em Sharm el Sheik começa nesse domingo, 15 de novembro, com transmissão ao vivo e participação remota mediada pela Cidade do Conhecimento da USP.

Assista ao vivo: http://www.un.org/webcast/igf/

Os mediadores credenciados pela Cidade do Conhecimento terão acesso ao WebEx, que gerencia a transmissão de manifestações dos Remote Participation Hubs para o plenário do IGF no Egito.

Todos os interessados em veicular manifestações para as sessões plenárias do IGF deverão produzir a mensagem por escrito e postar via Twitter ou no blog do IGF 2009 na Cidade do Conhecimento, que fará a identificação, moderação e encaminhamento de questões, posicionamentos e propostas ao Secretariado do IGF. Posts no Twitter devem ser identificados com #igf09usp.

Após o evento, todo o conteúdo produzido pelo “Remote Participation Hub” da Cidade do Conhecimento será editado e publicado.

Links Importantes
Sobre os últimos dois anos do IGF:
http://www.intgovforum.org/cms/index.php/component/content/article/57-2008igf/311-internet-governance-forum-the-first-two-years
As principais informações estão disponíveis nessa página:
http://www.intgovforum.org/cms/index.php/the-meeting
A grade completa com os eventos programados está em:
http://www.intgovforum.org/cms/2009/WorkshopSchedule.v3.15.xls
Serão admitidas participações por meio de imagens, vídeos gravados, manifestações artísticas e outras formas de expressão. Os conteúdos serão moderados e encaminhados ao Secretariado do IGF ao final dos trabalhos, como uma contribuição brasileira aos debates.

Interessados em confirmar adesão, por favor respondam diretamente para o e-mail schwartz@usp.br,  indicando em que dia e horário podem participar, se já preferem atuar em algum tema específico e se estão dispostos a compartilhar a gestão da interface WebEx com a Cidade do Conhecimento para ampliarmos a presença de participantes remotos nas plenárias de Sharm El Sheik.

Vento a Favor da Imaginação


moinhos2009

Rodam os moinhos pela ação do vento ou da nossa imaginação?

E as redes, são movidas por quais desejos, programas e projetos?

Moinho de redes, o grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento completa dez anos somando aprendizados em rede sobre a emergência de novos desejos, programas e projetos. Moinho ainda em construção, afetado ora pela falta de vento, ora pelo ânimo da imaginação.

O relançamento do boletim Redemoinhos coincide com a realização na ECA-USP da SOCINE, evento maior da pesquisa e da reflexão sobre o audiovisual em nosso país. Marca, muito especialmente, a conclusão de um processo complexo e lento de transição da “Cidade” entre o seu estatuto de atividade de Professor Visitante para um grupo de pesquisa que se articula em redes interdisciplinares e transdisciplinares a partir do Curso Superior do Audiovisual. A tradução desse processo nas ofertas de programas pela “Cidade do Conhecimento” culmina com a criação e abertura de inscrições do programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local”, o GeMA, associado ao consórcio PRO-IDEAL – Promoting an ICT Dialogue between Europe and América Latina (www.pro-ideal.eu). Dez anos após sua criação, a Cidade do Conhecimento torna-se um “hub” para cooperação científica e tecnológica com a União Européia no campo das tecnologias de informação e comunicação.

São 300 vagas para empreendedores, lideranças e artistas cujo acesso aos meios de informação, comunicação e conhecimento é insuportavelmente assimétrico, desigual e desbussolado. A partir do envolvimento com o GeMA, receberão uma certificação da USP (Pró-Reitoria de Cultura e Extensão) e da União Européia (tornando-se “Project Angels“).

Mais que a tecnologia, há uma fundamental condição para que vento e imaginação sejam convergentes na realização. Trata-se de correr atrás do nosso atraso na formação de pessoas habilitadas a articular localmente, a partir de projetos criativos, a narrativa audiovisual como base do desenvolvimento sustentável.

Nessa economia do desenvolvimento local por meios e processos audiovisuais, as competências de gestão, produção e distribuição tornaram-se gargalos estruturais ao processo de consolidação e ampliação dos mercados e da profissionalização no segmento do audiovisual brasileiro. Carência que se acentua, em favor de desigualdades de acesso, riqueza e conhecimento ainda mais gritantes, com a predominância da cultura digital.

Vamos de interface em interface, ao vivo no Twitter, “blogando” ou baixando material do YouTube, ampliando o rastro indecente de um sistema de cultura, ciência, tecnologia e inovação que ainda não dá conta do desafio da emancipação digital, ou seja, da conversão de nossos avanços técnicos e econômicos numa narrativa nacional, popular e crítica.

A formação de competências e a criação de espaços públicos voltados à promoção dessa convergência trialética entre tecnologia, economia e cultura foi a vocação da “Cidade do Conhecimento” desde sua criação no Instituto de Estudos Avançados da USP, há 10 anos.

Integrada a renovados e inovadores cursos de graduação e pós-graduação em meios e processos audiovisuais, a Cidade do Conhecimento concentra o foco e propõe como enquadramento para a “inclusão digital” a formação ampla de empreendedores e gestores em mercados locais de mídias audiovisuais. A alfabetização nessa fronteira da inovação contemporânea é condição para a inserção do Brasil na nova ordem mundial de compartilhamento da propriedade intelectual.

Nem moinhos de vento, nem redes sem projeto: a Cidade do Conhecimento da USP se abre aos que estão agora, em nossas filas, vilas e favelas, contando a sua própria história.

Comissão Européia premia “Cidade do Conhecimento” pelo PRO-IDEAL


euroNo último dia 13 de agosto, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) recebeu representantes de instituições brasileiras que tiveram projetos aprovados no maior instrumento europeu de financiamento à ciência e tecnologia, o Sétimo Programa-Quadro de Pesquisa e Desenvolvimento (FP7).

Para o Chefe da Delegação da Comissão Européia no Brasil, Embaixador João Pacheco, o cenário brasileiro atual de participação no FP7 é positivo. “Nossa expectativa é muito boa daqui para frente. O número de projetos de cooperação entre Brasil e União Européia apenas vem aumentando. Além de fomentar a cooperação internacional, é preciso destacar a variedade de áreas de atuação desses projetos, desde pesquisas em tecnologia agrícola à oceanografia, e até mesmo a diversidade geográfica brasileira que os projetos têm alcançado”, explicou o embaixador.

“Hoje em dia, fala-se cada vez mais que pesquisa e conhecimento é uma atividade em rede. O sentimento de pertencer a uma comunidade é importante. O evento, mais importante do que a própria premiação, trouxe o sentimento de pertencer a um grupo de pessoas que fazem um esforço coletivo para incrementar o trabalho nas áreas de ciencia, tecnologia e inovação entre União Européia e Brasil”, disse Gilson Schwartz, do projeto Pró-Ideal, premiado na ocasião.

A premiação foi destinada às instituições brasileiras que participaram dos editais de 2008 do FP7 (com início de sua execução em 2009). Além da premiação, foram realizadas apresentações sobre o FP7, análise da participação brasileira, casos de projetos em andamento, debate sobre o papel dos pontos de apoio ao Programa no Brasil e treinamentos futuros sobre elaboração de projetos.

Durante a cerimônia, Angel Landabaso, Conselheiro de Cooperação em Ciência e Tecnologia da Delegação da Comissão Européia no Brasil, explicou a importância do trabalho realizado pelos projetos brasileiros aprovados pelos Programas-Quadro para o desenvolvimento de temas-chave para a União Européia no marco da cooperação internacional, o que inclui o desenvolvimento da excelência em pesquisa, a utilização eficiente dos recursos e o desenvolvimento de economias baseadas no conhecimento.

“A participação brasileira tem aumentado significativamente a cada Programa-Quadro. O aumento ocorre porque os esforços das instituições e pesquisadores estão cada vez mais atraídos para a colaboração em relação aos desafios globais e à necessidade de que todos se esforcem no avanço para uma sociedade do conhecimento. Precisamos desenvolver o triângulo educação, pesquisa e inovação”, afirma Angel.

O Brasil ocupa uma das primeiras posições em participação no FP7 como país não-membro da UE. Os Programas-Quadro são o principal instrumento de financiamento em ciência e tecnologia que a União Européia (UE) disponibiliza para seus Países-Membros e demais países de outros continentes, fomentando significativamente a cooperação internacional. O 7º Programa-Quadro, que entrou em vigor em 2007 e se estenderá até 2013, mobilizará cerca de 54 bilhões de Euros para distribuir entre os projetos aprovados.

A Cooperação Internacional e o FP7

ce_premia1O professor e coordenador do Bureau Brasileiro para Ampliação da Cooperação Internacional com a União Européia (BB.Bice), Paulo Egler, que realizou palestra durante a cerimônia sobre o resultado da participação brasileira no FP7, destacou o trabalho desenvolvido pelo Brasil ao longo dos Programas-Quadro. “Nesse sentido, é fundamental que tenhamos claro onde há oportunidades e sinergias em relação à cooperação internacional”, afirmou.

Paulo também destacou o trabalho do BB.Bice na organização do Mapa da Competência, que vem sendo desenvolvido com o objetivo de mapear as competências e as áreas de atuação das instituições de pesquisa e das empresas brasileiras. “O Brasil é um país com amplas competências em ciência e tecnologia, mas que são pouco divulgadas”. O coordenador do BB.Bice apontou que hoje no Brasil um elemento relevante para o desenvolvimento da cooperação internacional são as relações em nível pessoal. “O que precisamos hoje é desenvolvermos, também, mecanismos mais institucionalizados para a cooperação internacional e é nesse contexto que se insere o Mapa da Competência”. Enfatizou, igualmente, que um dos principais objetivos do BB.Bice é “colaborar para uma maior cooperação entre instituições do Brasil e da União Européia e propiciar um pleno entendimento sobre os procedimentos e mecanismos de funcionamento do FP7”.

Conheça em detalhes o Mapa.

Conheça o portal do Consórcio PRO-IDEAL coordenado no Brasil pela Cidade do Conhecimento (CTR-ECA-USP) e pelo Núcleo de Política, Gestão Tecnológica e Inovação (PGT-USP).

A participação brasileira no FP7

Tendo em conta o período de dezembro de 2006 a dezembro de 2008, as informações disponíveis no ano de 2009 apontam para a existência de 59 projetos aprovados, com a participação de 86 instituições brasileiras.

No sub-programa de Cooperação, onde a participação brasileira é mais expressiva, existe a prevalência de projetos na área  de Transportes (19%), Agricultura, Alimentos, Biotecnologia e Pesca (18%) Tecnologia da Informação e Comunicação (14%) e Saúde (12%). Os percentuais de participação brasileira nos projetos de FP7 no período em discussão configuram um quadro diferenciado dos resultados apresentados no primeiro edital, quando houve uma grande concentração nas áreas temáticas de Saúde (23%) e Tecnologias de Comunicação e Informação (19%). Houve, portanto, uma melhor distribuição entre as diferentes áreas temáticas do FP7.

“A participação do Brasil insere-se em uma importante relação estratégica, em que ambos os lados enxergam a pesquisa e o desenvolvimento como um eixo de cooperação estratégica que ultrassa positivamente os limites do Programa-Quadro”, acrescenta o embaixador João Pacheco.

Visita à Embraer

Os representantes dos projetos premiados pelo FP7 também foram convidados para uma visita institucional à sede da Embraer, em São José dos Campos, no dia 14. A reunião abordou temas relacionados ao trabalho desenvolvido pela empresa, como transportes, tecnologias da informação e comunicação, nanotecnologias, energia e tráfego aéreo.

Durante a reunião, Emílio Matsuo, Vice-Presidente Executivo de Tecnologia da Embraer, reforçou a importância do apoio oferecido pelos Programas-Quadro a diversos projetos realizados pela instituição. “Nos 40 anos da Embraer, alcançamos grandes realizações. Nesse sentido, é fundamental dar continuidade às atividades e valorizar todo o esforço para a construção da empresa, destacando-se aí a parceria com os Programas-Quadro”, explicou.

Entre as organizações brasileiras que participam de projetos com a União Européia estão:

Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
Universidade Federal do Paraná (UFPR), Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e Novozymes Latin America Ltda
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, (IEAPM)
Universidade de Brasília (UnB)
Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer)
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
TIS.BR
BHTRANS
IMR – Desenvolvimento Organizacional Ltda.
Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (CENTRAN)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Secretaria do Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas

Redes Sociais: Pesquisa e Prática na IBM


Basu, Dickel, Schwartz e John Philip

Basu, Dickel, Schwartz e John Philip

smartplanet

Redes Sociais: Estagiários da IBM compartilham modelo na Cidade do Conhecimento da USP

Redes Sociais: Profissionais da IBM compartilham modelo na Cidade do Conhecimento da USP

O segundo evento do ciclo “Ensinar com Pesquisa” na Cidade do Conhecimento em 2009 aconteceu na quinta-feira, 30 de abril, com transmissão ao vivo pela IPTV USP: “Redes Sociais: Pesquisa e Prática na IBM” apresentou os resultados de um mês de estágio de executivos da empresa nos laboratórios da USP.

O evento integra o ciclo “Ensinar com Pesquisa“, da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, com apoio do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP e patrocínio da Comissão Européia, Consorcio PRO-IDEAL.

A IBM no Brasil

São Paulo, 23 de abril de 2008 (IBM)  – Pela primeira vez, a IBM Brasil recebe no País funcionários da empresa de diversas localidades do mundo para realizar trabalhos voluntários em organizações brasileiras que atuam no terceiro setor. O projeto, denominado Corporate Service Corps (“Tropa Corporativa para Ações Sociais”), faz parte de um programa mundial da IBM que tem por objetivo auxiliar no desenvolvimento socioeconômico de países emergentes e capacitar líderes globais.

O Corporate Services Corps foi lançado no ano passado. Na primeira edição do programa, 110 funcionários da IBM, de 33 países, viajaram para diferentes regiões para atuar voluntariamente em ONGs locais. Entre eles, três brasileiros foram para o Vietnã, Gana e Filipinas. Neste ano, o Brasil está também recepcionando os voluntários. 14 funcionários IBM – da China, Índia, Estados Unidos, Japão, Eslováquia, Noruega, Filipinas, Suíça e Inglaterra – já estão no País atuando em projetos que integram desenvolvimento econômico e tecnologia da informação.

Nesta segunda etapa do programa, outros três funcionários da IBM Brasil também foram selecionados para atuar em instituições internacionais. Dois deles acabaram de voltar da Romênia e Tanzânia, a terceira participante partirá para Gana em maio.

“A IBM tem como meta habilitar 600 de seus líderes a participar do programa ao longo de três anos. Desde o primeiro ano (2008) mais de 5.000 funcionários já se inscreveram para participar deste processo, um dos mais competitivos já realizados internamente pela empresa”, diz Ruth Harada, diretora de cidadania corporativa da IBM Brasil e líder do projeto no País.

Antes de partirem ao país onde será realizado o trabalho, os participantes dedicam três meses de um trabalho preparatório para compreender os costumes e cultura locais, a finalidade dos projetos e a realidade política e socioeconômica. Depois passam um mês no país escolhido para conhecer de perto as Instituições e, após a conclusão deste período, além de manter o contato por mais dois meses, os funcionários compartilham suas experiências em seus locais de origem e com a companhia como um todo.

“A IBM saiu do modelo multinacional para um modelo global de atuação no qual profissionais de diferentes países e nacionalidades prestam serviços para companhias no mundo todo. Neste cenário, os líderes de maior sucesso serão os cidadãos do mundo, capazes de compreender e colaborar de forma efetiva com pessoas de origens e perspectivas diversas, contribuindo com a formação de uma rica diversidade e com um planeta cada vez mais inteligente”, complementa Osvaldo Nascimento, diretor de Recursos Humanos da IBM Brasil.

O Corporate Service Corps faz parte do Global Citizen´s Portfolio, projeto mundial da IBM que reúne programas desenvolvidos para ajudar os funcionários a aperfeiçoarem sua capacitação e seus conhecimentos, permitindo que se tornem líderes globais, cidadãos ativos e profissionais integrados na força de trabalho.

Instituições participantes da primeira etapa no Brasil e escopo de trabalho:

  • Associação Cidade Escola Aprendiz: desenvolver estratégias para relações internacionais e gerência de dados e informações.

  • Cidade do Conhecimento: produzir um relatório sobre o estado da arte em design, gestão e desenvolvimento de redes sociais.
  • Comitê de Democratização da Informática: promover uma estratégia de acesso remoto nas Escolas de Tecnologia e Cidadania (EICs) do CDI, permitindo manutenção preventiva, corretiva e acompanhamento remoto para a Sustentabilidade Técnica dos projetos.
  • Estação Ciência: produzir ferramentas de comunicação e criar espaço na Web para interação com assuntos de ciência e tecnologia, em um ambiente de laboratório virtual.
  • Instituto Sou da Paz: desenhar melhorias na política de RH e desenvolver um eficiente sistema de relacionamento com os diversos públicos.
  • Integrare: elaborar programa de treinamento para empresas de pequeno e médio porte dispostas a se tornar fornecedores de grandes empresas. Contam também com o apoio dos alunos da graduação em relações internacionais da ESPM, que desenvolverão estudo sobre este projeto.

Para mais informações sobre a IBM visite http://www.ibm.com/br

Brasil, Europa e as Redes do Futuro


europeanunion

Com a participação confirmada de pesquisadores, lideranças empresariais e autoridades públicas acontece nos dias 6 e 7 de abril, na Sala da Congregação da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, a “I Conferência e Oficinas do Consórcio PRO-IDEAL (Promoção do Diálogo sobre Tecnologias de Informação e Comunicação entre Europa e América Latina)”.

O pano de fundo é a revalorização do desenvolvimento com base em tecnologia, conhecimento e cultura após o colapso de um sistema de financiamento voltado para ganhos na especulação e no curto prazo.

“A União Europeia mostra o caminho: projetos de cooperação internacional vinculados fortemente às redes de conhecimento e cidadania são o mapa do investimento público e privado a partir de agora”, segundo Gilson Schwartz, Coordenador do PRO-IDEAL no Brasil e professor de Iconomia na USP.

Para Yolanda Ursa, Coordenadora Geral do Consórcio, pela empresa espanhola Inmark, a conferência e as oficinas “permitem ao mesmo tempo uma visão de conjunto de um modelo estratégico de financiamento ao desenvolvimento sócio-econômico e, em dois dias, aprendizado prático sobre as regras e até mesmo o eurojargão para acessar esses fundos de financiamento”.

O programa traz ainda Marcio Faerman, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e Vahan Agopyan, da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.

Participantes da Conferência Pro-IDEAL visitam o CTR-ECA-USP.

Participantes da Conferência Pro-IDEAL visitam o CTR-ECA-USP.

PROGRAMA

Cooperação Europa-Brasil em TICs

Conferência e Oficinas

Sao Paulo, 6-7 Abril, 2009

Local: Universidade de São Paulo, São Paulo

Organizado pelo Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento e Consórcio PRO-IDEAL, com apoio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e do Núcleo de Política, Gestão Tecnológica e Inovação – PGT da USP.

Co-financiado pela Comissão Européia.

Transmissão ao vivo www.iptv.usp.br

Programa

Segunda-Feira, 6 de Abril

Conferência

Cooperação América Latina – Europa em TICs: Oportunidades e desafios

9.00-9.30 Recepção

Conferência moderada por Gilson Schwartz, CTR-ECA e Cidade do Conhecimento, USP

9.30-9.50 Boas-vindas e introdução aos eventos do PRO-IDEAL, Prof.Carlos Roberto Azzoni, Diretor da FEA – Faculdade de Economia e Administração, USP, Guilherme Ary Plonski, PGT-USP e ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras e Empreendimentos Inovadores, Vahan Agopyan, Coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Eduardo Vicente, Presidente da Comissão de Pesquisa do Departamento de Cinema, Rádio e TV, Escola de Comunicações e Artes da USP e Ana Carolina Bussacos Maranhão, Bureau Brasileiro para Ampliação da Cooperação Internacional com a UE.

9.50-10.15 Experiências e Lições Brasil-UE, José Roberto Amazonas, Denis Gabos e Edison Spina, André Leme Fleury, Escola Politécnica, USP.

10.15-10.45 Cooperação UE-BRASIL em TICs, Klaus Pendl, Comissão Européia

Coffee break

11.15-11.40 Projeto Pro-Ideal: Diretrizes e Perspectivas para América Latina e União Européia, Yolanda Ursa, INMARK, Espanha

11.35-12.00 RNP e Infra-estruturas da Rede Global: lições e oportunidades no “European Framework Program”, Márcio Faerman, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)

12.00-12.30 PRO-IDEAL: Como ele pode ajudar a comunidade de pesquisadores a se envolver em projetos de tecnologias de informação e comunicação, Philippe Wacker, European Multimedia Forum – EMF

12.00-13.00 Perguntas e Respostas

13.00 Almoço

Oficinas para Participantes Potenciais no FP7 – Sessão 1

As oficinas oferecerão aos participantes um entendimento do FP7-ICT, suas regras de participação e os recursos existentes para pesquisas em tecnologias de informação e comunicação. Essas sessões têm orientação prática, com o objetivo de familiarizar os interessados nos procedimentos de cooperação internacional e submissão de propostas. Esta atividade será complementada por uma fase de treinamentos à distância, onde os parceiros do consórcio PRO-IDEAL agirão como tutores em exercícios práticos de análise dos projetos europeus.

15.30-16.00 MÓDULO 1: Entendimento das regras de patrocínio da União Européia para projetos em TICs, Yolanda Ursa, INMARK, Espanha.

16.00-16.30 MÓDULO 2: Como entender o “Eurojargão”, Margaretha Mazura, European Multimedia Forum – EMF

16.30-17.00 MÓDULO 3: Cooperação Internacional em Pesquisa de TICs: Oportunidades para o Brasil e a América Latina, Gilson Schwartz,Cidade do Conhecimento, USP, Marcelo Knorrich Zuffo, Escola Politécnica, Programa de Pós-Graduação em TV Digital, USP e UFABC

17.00-17.30 Debates

Terça-Feira, 7 de Abril

Oficinas para Participantes Potenciais no FP7 – Sessão 2

9.30-9.45 Igredientes para uma proposta de sucesso, Klaus Pendl, European Commission, DG Information Society and Media, Internacional Relations Unit.

9.45-10.15 MÓDULO 4: Elaboração e Apresentação de Projetos, Yolanda Ursa, INMARK, Espanha

10.15-10.30 Debates

10.30-11.00 MÓDULO 5: Questionário para apresentação de projetos e “assessment”, Philippe Wacker, EMF

11.00-11.30 Coffee break

11.30-12.00 MÓDULO 6: Dicas para formatação de projetos, Yolanda Ursa, INMARK, Spain, Margaretha Mazura, EMF

12.00-12.30 MÓDULO 7: Como os projetos são avaliados? Margaretha Mazura, EMF

12.30-13.00 Debates

13.00-14.30 Almoço

Oficinas para Participantes Potenciais no FP7 – Sessão 3

15.00-16.00 Entrevistas individuais com Klaus Pendl.

16.00-16.30 MÓDULO 8: Avaliação de Idéias de Projetos. Avaliação individual (INMARK, EMF).

16.30-17.00 Encerramento e questionário de avaliação das oficinas.

VAGAS LIMITADAS

Inscrições pelo email gema.cidade@gmail.com

Mais informações sobre o PRO-IDEAL.

PRO-IDEAL: Seminário Lança Consórcio


Acontece nos dias 6 e 7 de abril, na Sala da Congregação da Faculdade de Economia e Administração da USP, a conferência e seminário de lançamento do consórcio PRO-IDEAL, liderado no Brasil pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento em parceria com o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da Universidade de São Paulo, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e do Bureau Brasileiro para Ampliação da Cooperação Internacional com a União Européia (B.BICE).


VAGAS LIMITADAS – FAÇA SUA RESERVA PELO TELEFONE 30914305, COM PATRÍCIA.

O Consórcio PRO-IDEAL tem como objetivo promover as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) na Argentina, no Brasil, no Chile e no Uruguai em parceria com a Comissão Européia. Estes países foram selecionados porque representam:

a) economias emergentes poderosas no subcontinente,

b) têm um nível de desenvolvimento social e industrial similar,

c) são sócios potenciais valiosos para Europa.

Ao mesmo tempo, os parceiros do projeto nestes países serão beneficiados pelas mesmas oportunidades de financiamento que os parceiros europeus – uma oportunidade considerável de participar em parcerias de elevado nível e de realizar as suas idéias inovadoras a um nível verdadeiramente internacional.

O PROIDEAL prevê uma série de atividades que visam a melhorar o desempenho global das pesquisas nos países que participam no programa. As atividades principais consistem em:

- Cursos de coaching – formação de lideranças em capacitação: transferência ativa de conhecimentos que criarão um efeito exponencial na região-alvo  (nos moldes do programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local – GeMA”),

- Formadores qualificados que agirão como “Anjos de Projetos” para a sua região,

- Eventos de sensibilização e de capacitação para encontrar parceiros potenciais para os projetos, três em cada país-alvo, em resposta às chamadas da Comissão Européia no tema “tecnologias de informação e comunicação” (TICs),

- Reforço do diálogo sobre políticas públicas voltadas a TICs.

Estes esforços serão apoiados pela plataforma de promoção das TICs do PRO-IDEAL, baseada em modelos Web 2.0 de conhecimento compartilhado, comportando:

- um Wiki que dá um acesso fácil à informação,

- blogs com módulos de coaching para autodidatas,

- notícias sobre os eventos e chamadas de projetos.

A plataforma será uma fonte permanente de informação gratuita e um instrumento de comunicação que será apoiado para além da duração do projeto pela comunidade de participantes. Essas atividades serão implementadas por uma associação de parceiros experientes em projetos internacionais bem sucedidos: INMARK (Espanha) coordenará o consórcio; o Fórum Europeu de Multimídia (Inglaterra) gerenciará a estratégia de divulgação bem como a plataforma Web 2.0; os associados nos países-alvos (Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva, Argentina, Cidade do Conhecimento na Universidade de São Paulo, Brasil, ADI, Asociación de Derecho e Informática, Chile, Laboratorio Tecnológico, Uruguai) agirão como “hubs” (pólos) criando atividades de promoção a nível local, mobilizando suas redes e comunidades depesquisa acadêmicas, empresariais e de instituições públicas.

Mais informações no blog do PRO-IDEAL.

Criatividade Imersiva


Aprendizagem Imersiva no 3D Digital

Aprendizagem Imersiva no 3D Digital

Formado em engenharia elétrica e ciência da computação, o Professor Heinrich Godbersen defende uma estratégia aberta, de baixo custo, imersiva e criativa para explorar as aplicações das tecnologias audiovisuais no campo do 3D. “O assunto é importante, pois nos eventos internacionais de 2008, na Ásia e na União Européia, uma das fronteiras do audiovisual é justamente a imersão em 3 ou mais dimensões”, afirmou Gilson Schwartz, promotor do encontro de 26 de Março que contou ainda a origem desse contato com a fronteira da tecnologia audiovisual em 3D na Alemanha.

“Estava :trabalhando com o cineasta Jorge Bodanzky no desenvolvimento de novas plataformas de mídia digital imersiva para projetos na Amazônia, especialmente Second Life, quando descobrimos o Godbersen, destaque na mídia alemã (deu no Der Spiegel). “Minha atividade envolve a Amazônia, a paixão pelo documentário e o impulso para levar o audiovisual a novas possibilidades narrativas, potencial ampliado pela criação em novas mídias digitais”, explicou Bodanzky.

O conclave foi a primeira palestra pública da disciplina optativa livre “Introdução à Iconomia”, oferecida a POLI, IME, FEA e ECA sob a coordenação do líder do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, Gilson Schwartz. Com a presença do Prof. Heinrich Godbersen (Faculdade-Escola Técnica, da Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim) e do cineasta Jorge Bodanzky, o tema foi “Ambientes Virtuais para Todos”, cujo foco é a imersão criativa em mundos virtuais em 3D.

“O trabalho com a terceira dimensão é uma das fronteiras da pesquisa, do desenvolvimento, da inovação e da produção audiovisual contemporânea – as diversas perspectivas no avanço da realidade virtual são promissoras”, segundo Godbersen, que completa: “é possível que qualquer projeto nesse campo seja executado, usando softwares modulares, prontos, disponíveis nas prateleiras e a baixo custo para projetos nas universidades”. São projetos para fazer a alegria dos criativos, não para criar sistemas complexos e caros demais que exijam mais conhecimento de computação do que preocupação com o conteúdo e a criatividade. “A complexidade vem com o tempo e o aprendizado”, afirma Godbersen, que viu o trabalho semestral de um de seus alunos ganhar o prêmio europeu em países de língiua alemã entre 200 concorrentes. Uma orquestra virtual de celulares.

O ponto fundamental é persistir, pois o resultado evolui e as demandas de conhecimento de software e computação gráfica ficam em torno de 20% do projeto, afirmou.

Godbersen também mostrou exemplos de alguns trabalhos que seus alunos realizaram. Dentre eles, um Panorama, como aqueles dos primeiros tempos do Cinema, porém com interface interatuante. O controlador poderia incorporar um personagem qualquer, à sua escolha e criação, e explorar ambientes existentes em tempo real.

Uma segunda proposta seria para os games: a disputa ao vivo entre um corredor em um rally e outro em um videogame, distante da corrida. Ou a perigosa navegação no Rio Amazonas, em cima de uma prancha, a toda velocidade.

Outra concepção, que foi disponibilizada ao público europeu em uma exposição, eram asas que o usuário poderia manipular, sobrevoando uma paisagem verdadeira. Assim, ele deu uma mostra de um planar sobre Viena, em que o indivíduo realizava algo de um antigo sonho humano: voar.

Outra aplicação, na saúde, é um modelo personalizado do nariz do paciente, em que se poderia identificar e monitorar melhor a correção estética a ser aplicada ao caso.

É possível compor ambientes virtuais com softwares de menor custo, ativos digitais 3D como paisagens disponíveis na rede e que podem ser transpostas eletronicamente pela programação do software, integrando-se a personagens criados e decodificados, imagens virtuais e também objetos desenvolvidos por outros, assim como interações com o mundo real, via sensores corporais ou ambientais. “Não se trata de copiar sem autorização para fins comerciais, mas de fazer bom uso no âmbito acadêmico ao mesmo tempo criando a possibilidade de uma aplicação comercial”, concluiu, esclarecendo que todos os ativos digitais integrados aos seus projetos são rigorosos no respeito aos direitos de autor e propriedade intelectual.

O evento teve uma presença expressiva de estudantes de graduação e pós-graduação, assim como transmissão ao vivo pela IPTV da USP. O evento integra as atividades do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento em 2009, como parte do programa Ensinar com Pesquisa, patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade e do Consórcio PRO-IDEAL, co-financiado pela Comissão Européia para promover o diálogo em tecnologias de informação e comunicação entre União Européia e América Latina.

Ezequiel de Souza G. Pordeus

Bolsista Ensinar Com Pesquisa

Pró-Reitoria de Pesquisa – USP

Audiovisual 3D e a Economia do Olhar


Ambientes Virtuais para Todos. Esse é o tema (e a proposta) do Professor Heinrich P. Godbersen, primeiro conferencista do ciclo de eventos do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento em 2009, como parte do programa Ensinar com Pesquisa, patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. O bolsista do programa, Ezequiel Pordeus, estuda a cultura digital: “vivemos numa economia do olhar, produzir e consumir em 3D significa ampliar os espaços de valorização do capital audiovisual”.

Para o coordenador do grupo de pesquisa, Prof. Gilson Schwartz, trata-se de um exemplo de “iconomia”, ou seja, de mercados para produtos e serviços audiovisuais que ampliam as possibilidades de criação e acumulação de capitais imateriais, simbólicos e até imaginários. “A iconomia é a economia dos ícones criados e gerenciados em interfaces audiovisuais digitais imersivas, pervasivas e móveis. O audiovisual 3D é mais um passo da caminhada humana rumo ao hibridismo virtual-real”, completa o professor da disciplina “Introdução à Iconomia”, no Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP.

A conferência, mais ao estilo de oficina, acontece na quinta-feira, 26 de março, na sala 208 do prédio principal da ECA, a partir das 18 horas, com participação do cineasta Jorge Bodanzky.

“Tivemos com a Cidade do Conhecimento uma experiência pioneira e inovadora no uso de mídias digitais para ampliar o alcance do trabalho do Navegar Amazônia. Tivemos também uma experiência no Second Life, com ampliação das possibilidades técnicas e narrativas do audiovisual digital, em especial o documental. A discussão que o Godbersen traz exige uma revisão do próprio conceito de “sala” ou ponto de exibição”, avalia o cineasta Jorge Bodanzky, coordenador do projeto Navegar Amazônia, um ponto de cultura flutuante e móvel que desenvolve projetos em parceria com a Cidade do Conhecimento da USP.

Aplicações sérias para “games”


Evento tem transmissão ao vivo na web e no SL

Evento tem transmissão ao vivo na web e no SL

Nos dias 23 e 24 de março o “Serious Games Institute” promove a primeira “International IEEE Conference in Serious Games and Virtual Worlds”, com apoio da Cidade do Conhecimento e da empresa Metamidiadigital na mobilização e tradução dos trabalhos para o português. Entre os participantes, alguns dos mais importantes pesquisadores na área de jogos eletrônicos, como Edward Castronova. O evento vai congregar os mundos acadêmico, político e empresarial, com transmissão ao vivo para a web e Second Life. Em 2010, o evento ocorrerá na Universidade de Braga, em Portugal. Os temas vão do entretenimento à saúde, passando por várias aplicações na educação em geral e no ensino superior em especial.

LINK para o Auditório do Serious Games Institute

“No Brasil, o Second Life foi mais uma febre de marqueteiros, mas há pesquisadores em várias instituições de ensino que já trabalhavam com realidade virtual e jogos antes da moda. Infelizmente, ainda não temos massa crítica para um evento focado em aplicações desenvolvidas por brasileiros, mas é fundamental manter a conexão com o avanço das tecnologias de simulação audiovisual 3D nos centros mais avançados, como o Serious Games Institute”, ressalta o coordenador do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, Gilson Schwartz, que atuou em 2007 e 2008 como Curador do Centro Cultural Bradesco no Second Life.

Para Roberto Santos, da empresa Metamidiadigital, a criatividade dos brasileiros no meio digital foi confirmada durante o período de maior visibilidade para projetos no Second Life. “Ainda há muito a desenvolver no campo dos mundos virtuais. Para quem está no mercado, a conexão com centros de pesquisa que desenvolvem e avaliam soluções inovadoras é uma questão de sobrevivência”, completa. A Metamidiadigital é parceira da Cidade do Conhecimento no design de mundos virtuais e aplicações para jogos sérios.

LINK para o Auditório do Serious Games Institute

Confira a programação do evento:

23 de Março de 2009

9:00 – 9:30 Inscrições
9:30 – 9:40 Abertura, com Sara de Freitas
9:40 – 10:40 Sessão Plenária 1: Prof. Alan Chalmers
10:40 – 11:00 Intervalo
Track 1 Educação (Full Papers)
11:00 – 11:25 Modelo Motivacional com base em Empatia para Avatares com Inteligência Artifical em Mundos Virtuais
11:25 – 11:50 Avatares Robóticos Emocionalmente Sensíveis como Personagens em Mundos Virtuais
11:50 – 12:15 Ampliando o Método de Referência para a Produção de Games: Abordagem Situacional
12:15 – 12:40 Implementação com Base em Equipes em Jogos Sérios
12:40 – 13:05 Uso de Técnicas de Representação em Jogos de Computador para Melhorar a Participação de Estudantes
13:05 – 13:30 Desenvolvimento de Metodologia de Avaliação para Aprendizado Imersivo num Mundo Virtual
13:30 – 14:30 Almoço
Track 2: Educação (Short Papers)
14:30 – 14:45 Abordagens Trans-disciplinares para desenvolver jogos sérios no Ensino Superior
14:45 – 15:00 Código Vermelho: Triagem. Ou ainda, “COgnition-based DEsign Rules Enhancing Decisionmaking TRaining In A Game Environment” (Regras de Design baseadas em Cognição para Melhorar o Treinamento em Tomada de Decisões num Ambiente Lúdico)
15:00 – 15:15 ManuBuild – Treinamento na área de construção para manufatura “Offsite”
15:15 – 15:30 Percepção de jogos no ensino superior: hábitos de jogo entre os funcionários da University do Ulster
15:30 – 15:45 Explorando Liderança em Games e Comunidades Online de Jogadores
15:45 – 16:00 Prototipagem de Jogos Sérios para treinamento de habilidades intangíveis (‘Soft Skills’)
16:00 – 16:20 Intervalo
16:20 – 16:35 Desenvolvimento de Jogo Sério para treinamento de 3D Interativo
16:35 – 16:50 O Avatar e o Jogador: Para Entender a Relação além da Tela
16:50 – 17:05 Design de um Laboratório de Criatividade Matemática para Aprendizes Contemporâneos
17:05 – 17:20 Contação de Histórias Interativa para Educação Infantil
Posters
17:20 – 17:30 Agentes e Disparadores Criativos (Creative Agents and Triggers – CAT) como método de design de jogos para comunicação na crise
17:30 – 17:40 Aprendizado Multi-modal no Second Life com “quizHUD”
17:40 – 17:50 Quadro referencial para desenvolvimento de Mundos Sociais 3D Online, Locativos e Expressivos
17:50 – 18:00 Navegação na Web Colaborativa num Mundo Virtual

24 de Março de 2009

09:00 – 10:00 Sessão Plenária 2: Prof. Steve Benford
Track 3: Ambiente e Edificações Inteligentes (Full Papers)
10:00 – 10:25 Método de Modelagem Automatizada para Múltiplos Níveis de Detalhe de Árvores em Tempo Real
10:25 – 10:50 ContextKing: Reinos Virtuais na Vida Real
10:50 – 11:10 Intervalo
11:10 – 11:35 Pesquisa sobre Atenção Visual e Jogabilidade (FPS)
11:35 – 12:00 Jogos Sérios para treinar ocupantes de um edifício em competências de segurança em incêndios
12:00 – 12:25 Prototipagem Sensível ao Contexto para Aplicações de Entretenimento Pervasivo
12:25 – 13:25 Almoço
Track 4: Saúde e Herança Cultural (Full Papers)
13:25 – 13:50 Uso de Modelagem de Tarefas no Design de Jogos Sérios para Procedimentos Médicos de Emergência
13:50 – 14:15 Jogos Sérios e Rehabilitação após Infarto
14:15 – 14:40 Jogos para Terceira Idade e Design da Interface do Usuário
14:40 – 15:05 Avaliação de um Programa de Aprendizado Imersivo
Track 5: Saúde e Herança Cultural (Short Papers)
15:05 – 15:20 Burgomaster e Pedro – Um Jogo Pervasivo Multi-Jogador para Turismo Rural
15:20 – 15:35 Ética de Máquinas para Jogatina no Metaverso: Ninguém aposta num mercado de US$24 milhões?
15:35 – 15:55 Intervalo
Track 6: Outros Tópicos (Full Papers)
15:05 – 15:20 Burgomaster e Pedro – Um Jogo Pervasivo Multi-Jogador para Turismo Rural
15:55 – 16:20 Balcões de Informações no Second Life usando tecnologias de “Instant Messaging” e “Short Messaging”
16:20 – 16:45 É papo, mas não do tipo que conhecemos: uso de VoIP para comunicação em jogos de guerra
16:45 – 17:10 Modelagem de Colisões com Veículos Rápidos em Jogos
17:10 – 17:35 Um Jogo Sério Pervasivo para Realidade Extendida
17:35 – 18:35 Sessão Plenária 3: Prof. Adrian Cheok
18:35 – 19:00 Encerramento e Prêmio para o Melhor Artigo

LINK para o Auditório do Serious Games Institute

Inteligência no Trânsito


Cleiton Capellossi no Motofestival 2009

Cleiton Capellossi no Motofestival 2009

Cleiton Capellossi, pesquisador da Escola Politécnica da USP, abriu o ciclo de palestras sobre tecnologia e planejamento de fluxos urbanos com uma apresentação sobre veículos inteligentes, no Motofestival. “O futuro é agora”, afirmou Capellossi, para quem as tecnologias que permitem maior inteligência individual e coletiva no trânsito já estão disponíveis. “Há várias experiências e protótipos de veículos, vias e até cidades totalmente planejadas com foco na qualidade de vida, na sustentabilidade socioambiental e no uso de redes digitais”, completou.

MotoAnjos presentes no Motofestival 2009

MotoAnjos presentes no Motofestival 2009

MotoAnjos no Motofestival


MotoAnjos saem do GeMA

MotoAnjos saem do GeMA

O projeto “MotoAnjos”, criado pelo motoboy Luiz Fernando Bicchioni como resultado de encontros com a equipe da Cidade do Conhecimento no programa “GeMA” em 2008 será apresentado, a partir de 27 de fevereiro, no Motofestival. “MotoAnjos” é uma iniciativa com três objetivos: oferecer aos profissionais do motofrete acesso a mais educação e tecnologia, fazer pesquisas sobre o futuro das tecnologias de transporte urbano e apoiar profissionais motociclistas e empresas do setor em projetos de inovação com responsabilidade sócio-ambiental para o desenvolvimento local.

Projeto Azeredo: protesto na Campus Party


Em clima de protesto aconteceu na tarde desta sexta (23) um dos debates mais inflamados do Campus Party. O encontro tinha por objetivo discutir o polêmico Projeto de Lei PL 84/1999 apresentado pelos senador Eduardo Azeredo, que propõe a tipificação e punição dos crimes de informática.

Para alguns, a proposta significa o fim da liberdade da internet. Para outros é uma forma legal de proteger os cidadãos brasileiros de práticas maliciosas. Durante a discussão, vários “campuseiros” seguraram cartazes defendendo o anonimato na Internet e protestando contra a proposta, vista como instrumento de restrição à liberdade dos usuários.

A mesa foi composta pelos professores Ronaldo Lemos e Sérgio Amadeu – contrários ao PL – Jose Henrique Portugal (representando o senador Azeredo) e  Fernando Monteiro, desembargador de Justiça do Estado de Minas Gerais. No entanto, o tempo foi pouco para que os participantes pudessem se aprofundar na temática.

O Professor Ronaldo Lemos, por exemplo, criticou o Artigo 285-A do projeto apresentado:

“Art. 285-A. Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso: Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.”

Lemos entende que a restrição de acesso pode ser de direitos autorais, tecnológica ou contratual. De acordo com a redação atual do Projeto de  Lei, copiar música de um Ipod para outro disposito seria uma prática ilegal, pois o usário estaria violando uma restrição de ordem tecnológica estabelecida pelo fabricante do produto. Nesse exemplo, a questão é polêmica porque o usuário pagou pelos arquivos e teria, em tese, direito de transferir seus arquivos para qualquer outro disposito digital para arquivamento e uso.

Sérgio Amadeu iniciou sua fala contrastando as características dos meios de comunicação tradicional com a internet, sendo os primeiros centralizados, unidirecionais e de baixa interatividade, ao contrário da internet, baseada na troca, na interativa e sem um centro de controle aparente. “A liberdade da internet é fonte de avanço tecnológico. O PL 89 representaria uma barreira a esse desenvolvimento e tranformaria uma legião de adolescentes em criminosos”, afirmou Amadeu.

Fernando Botelho defendeu o projeto em discussão argumentando sobre a necessidade de uma legislação que trate do assunto para nortear as decisões do judiciário, até para garantir a liberdade que os “campuseiros” estavam defendendo. Segundo o desembargador, a ausência de regulamentação específica acaba permitindo práticas abusivas, deixando seus autores ilesos.

O evento terminou com um “flash mob” articulado durante o debate, no qual a platéia se posicionou de costas e em silêncio durante a fala final do representante do Senador Azeredo.

José Erigleidson – Grupo Nós

Redes Sociais na Campus Party


O debate “A influência das mídias sociais nas publicações”, ocorrida na terça-feira à tarde, no Palco Blog, reuniu representantes de grandes portais tais como Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem).
O debate buscou identificar a real participação das redes sociais nos grandes veículos de comunicação e responder à grande questão: será que as mídias sociais têm força suficiente para ser objeto permanente da pauta das grandes corporações?

Para Gomes as redes sociais são excelentes instrumentos de socialização da informação. Chiaretti ressalta que as redes sociais quebraram a pretensão que os jornalistas tinham de acharem que eram lidos por milhões de pessoas na imprensa escrita. “As redes sociais mostram que isso não é verdadeiro, uma vez que os sites e blogs são acessados centenas de vezes mais do que se lê um jornal impresso.” Também afirma que o jornalista da era virtual tem que dar link em suas matérias para a sua concorrência e ainda entender de marketing para conseguir ter mais intimidade com o seu leitor.

Silvia explica que a web mudou o papel do jornalista que hoje deve não só se preocupar em escrever como também em organizar os links para os seus leitores como forma de fidelizar esse público. E ressalta: “É preciso checar a veracidade dos links sugeridos e organizados.”

Gomes acha que quanto mais ferramentas como RSS, twitter, emails, delicious, entre outras, melhor para o internauta navegar no site. Já Silvia discorda de Gomes sobre as ferramentas de interatividade e coalizão. Segundo ela essas ferramentas funcionam bem, mas isso não quer dizer que aumentam a audiência do site, apenas intensificam a relação entre o jornalista e o seus leitores. “O que faz a diferença é o RSS e o Fórum. No geral todas as ferramentas funcionam bem, mas a maioria tem uma existência parasitária.”

Silvia relata também que no processo de reformulação das redações  para um modo mais ágil e rápido de passar a informação é preciso escrever o português correto, e buscar traduzir bem o que ouve e lê para depois reproduzir. Também não deixar de checar bem as informações. “Os jornalistas têm que exercer a mesma prática que se faz no jornal impresso. Temos ainda que passar por uma bolha ética, mas esse é o caminho. Há ainda um risco muito grande de mídia informal.”

Izabel Leão – Grupo Nós

Oficina de Gimp na Campus Party


No Campus Party a Oficina de GIMP Básico, ocorrida na terça-feira a tarde, procurou demonstrar como manipular e compor imagens rasterizadas através do GNU Image Manipulation Program (GIMP).
A oficineira Fabianne Balvedi, do Estúdio Livre (http://estudiolivre.org) explica que a melhor ferramenta a ser usada é aquela que você está habituado.

Para Fabianne, o GIMP é uma boa ferramenta de manipulação de imagens bitmap, além de fazer alguns vetores também. Por ser um software livre basta dar download em sua página http://gimp.org para instalá-lo em qualquer computador, inclusive Macintosh.

Izabel Leão – Grupo Nós

O “segredo” dos blogs na Campus Party


Qual o segredo de um ótimo blog? Como se tornar conhecido na blogosfera?
Fábio Malini, professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, deu algumas dicas aos blogueiros presentes na Campus Party nesta quarta-feira.

Para o pesquisador, o blog precisa fazer parte da constituição da vida de quem escreve.
A escrita está intimamente relacionada com a alma, as idéias, a consciência do autor, que deve escrever para ele, sem pensar em audiência – preocupação dos veículos de massa – mas mantendo uma presença pró-ativa na web.
Quem passa de perito para “personalidade da web” perde o foco, vira celebridade e não escreve, mais para si, mas para o público.

Escrever para si contribui com uma reputação positiva.
“Reputaçao é a capacidade de produção de ponto de vista e a experiência de vida do autor”. Ela cresce quando o conteúdo do blog vai de encontro ao gosto do público.

A escrita para si ajuda a criar a identidade do blog, que é a base da sua reputação. Na construção da identidade, concentrar-se em um assunto específico também é fundamental. Até porque seria cada vez menor a fronteira que separa o especialista de alguém que escreve em um blog sobre determinado assunto. O conhecimento não pode ser enclausurado, nem tampouco é estável. Os blogueiros são como guerreiros em luta contra o poder da palavra porque os blogs recusam a hierarquização, como o poder funciona.

“Somos mentes interligadas”, diz Malini. Afinal, todo blog reproduz a cultura da internet. “A ligação, a referência, a relação contínua com o outro é o que faz o blog diferente das outras publicações”, propiciando um alargamento da compreensão. Cada blog se torna mais híbrido, múltiplo, um corpo mais resistente conforme suas interconexões. “Blogueiros são pessoas motivadas pela partilha da informação, pela expressão livre e construção da reputação”.

Mas é preciso ter cuidado para onde se linka. “Só link para quem você confie”, recomenda o pesquisador. Indague-se sempre sobre o por que de estar linkando ou por que escreve sobre um assunto. “Não recomende de imediato uma notícia que tenha gostado. Pesquise, compare versões e direcione” para endereços que possam aprofundar o tema.

Os melhores posts não são aqueles que  noticiam – trabalho da imprensa – e, sim, oferece variados pontos de vista a respeito delas, as notícias. Os posts devem revelar os conflitos de interesse em torno de uma idéia ou fato. E a regra básica: “só publique o que é verdadeiro. A verdade é o limite da liberdade de expressão”.

Um post do próprio Malini explora mais as idéias da palestra “A construção da reputação, dos públicos e da moral bloqueira”, filtradas e interpretadas, em meio a variados sons da Campus Party, pela autora desse post.
Compartilhar informação, sem ponto de vista, também é válido?

Jaciara de Sá Carvalho – Grupo Nós

“Mapa das Lan Houses no Brasil” na Campus Party


O Sebrae e o Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO) iniciam um levantamento sobre o número e a situação das lan houses no país. Em um canto próximo ao palco Inclusão Digital, na Campus Party, proprietários dos estabelecimentos que oferecem conexão à Internet podem fornecer dados quantitativos e qualitativos para compor o “Mapa das Lan Houses no Brasil”.

Apenas cinco pessoas haviam se cadastrado nesta terça-feira (20), entre meio-dia e 18h, primeiro dia do levantamento. A coleta de informações deverá ser maior na sexta e no sábado quando haverá uma programaçao especial voltada para esse público.

O Sebrae programou “interações” com os participantes do evento, nesta quinta, para colher mais informações a respeito desse tipo de empreendimento que cresce exponencialmente, já de olho em como atender a essa fatia do mercado.

A produção do Mapa não será uma ação simples. “O problema de mapear é a legalização. Muitos não estão legalizados e, por isso, não querem se cadastrar. Nesses casos, a gente tenta colher pelo menos depoimento, realizando entrevista, porque o importante é levantar as dificuldades, os problemas”, explica Mariana Di Estella Piazzol, pesquisadora do IPSO.

Jaciara de Sá Carvalho – Grupo Nós

Campus Party recebe idéias de Tim Berners Lee


O chamado “pai da Internet” foi a atração do segundo dia na Campus Party. Tim Berners Lee se reuniu com jornalistas pela manhã e, no início da tarde, deu uma palestra para parte dos 6 mil participantes inscritos no maior evento de tecnologia e entrenimento em rede, realizado em São Paulo.

Lee demonstrou preocupação em relação às pessoas mais pobres, que basicamente usam o celular, e todos que não têm acesso à Internet, seja por questão financeira seja por estarem em áreas rurais, por exemplo. A Web Foundation, instituição a qual pertence, pretende levantar números sobre as pessoas no mundo que estão fora da internet – algo em torno de 80% da população mundial. Desse número estão excluídas as pessoas que estavam presentes no evento, “privilegiados”, “para quem a internet talvez fosse desenhada”. “Mas estamos começando essa fundação para ter certeza de que a Internet será usada pela humanidade como um todo”.

Um dos pontos centrais para a Web Foundation diz respeito à infra-estrutura da Web. Lee defende que as universidades criem cursos para que as pessoas entendam os aspectos técnicos e sociais da internet.

No dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Lee elogiou a disposição de Barack Obama em colocar disponível os dados do governo. “Agora estamos na onda dos dados linkados em todos os campos. O governo chegou na hora certa.”

Mas sobre o fato de governos e empresas criarem formas para controlar a internet, Lee foi enfático ao defender sua neutralidade. Todos deveriam ter acesso a sites, sem bloqueios nem por razões comerciais, já que esse era o propósito original da internet.

Para evitar o controle da Internet, Lee diz que cabe às pessoas assumirem essa responsabilidade. “É muito importante que web permaneça aberta. Se o browser não usa padroes abertos, não use esse browser. Você faz a sua própria escolha. Vocês estão no controle.”

Todo esse poder também se reflete nos usos da Internet, que nada mais é do que reflexo da humanidade – o que explica os crimes praticados por meio delas. Mas “sou otimista com relação à humanidade. Quando as pessoas se juntam, vemos muito mais coisas boas do que ruins”.

O inglês Tim Berners-Lee criou, com o belga Robert Cailliau, a World Wide Web (WWW ou simplesmente Web) em 1993 como uma ferramenta para pesquisadores. A Web foi a responsável por chamar a atenção do comércio e das empresas de telecomunicação quanto aos potenciais da Internet, que, naquela época, já tinha 25 anos.

Jaciara de Sá Carvalho – Grupo Nós

 

MotoAngels no Ar!


Natal 2.0 – esse foi o tema que um grupo de motoboys, liderado por Luiz Bicchioni, transformou numa ação que combina redes sociais, uso do telefone celular e da web 2.0. Surgiu assim o projeto “MotoAngels”, uma frota diferenciada de motoboys que vai atuar no Natal para fazer “delivery” entre pontos na cidade de São Paulo levando ceias e presentes.

“Nossa intenção é dar uso positivo à tecnologia e também abrir espaço no trânsito e na sociedade para uma categoria que tem sido rotulada como marginal, quando o que a gente mais faz é incluir e conectar”, afirma Bicchioni, que já participou de projetos como o Canal Motoboy e associou-se ao programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local”, o GeMA.

“Trabalhamos ao longo dos últimos dois anos, desde a exposição de fotos de motoboys organizada pelo artista Antoni Abad, para levar adiante a combinação entre mobilidade física, mobilidade da informação e criação de redes sociais mediadas pela web 2.0. Os “MotoAngels” são o primeiro resultado concreto, uma co-criação entre pesquisadores e motoboys que pode gerar importantes mudanças culturais e novos usos para as tecnologias de informação e comunicação”, explica o coordenador da Cidade do Conhecimento, Gilson Schwartz.

As pessoas interessadas em contribuir com doações podem entrar em contato com a Cidade do Conhecimento e participar da mobilização por um Natal 2.0. Ao longo de 2009, os MotoAngels organizarão campanhas de cidadania, preservação ambiental e produção cultural usando a plataforma que combina internet, telefonia celular e redes sociais.

Participe, preencha o formulário para doações (apenas alimentos não-perecíveis e presentes).

As doações serão encaminhadas para entidades beneficentes na cidade de São Paulo.

IGF 2008: 32 horas de Vigília


 

Caio Túlio Costa, do iG, comparece ao encerramento do IGF2008 na USP

Caio Túlio Costa, do iG, comparece ao encerramento do IGF2008 na USP

 

 

Com a participação de lideranças comunitárias e empreendedores associados ao desenvolvimento do programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local” (GeMA), o grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento celebrou no sábado, dia 6 de dezembro, o encerramento de 32 horas de vigília, acompanhando os debates do Forum de Governança da Internet (Internet Governance Forum, IGF), realizado em Hyderabad, Índia.

Mais…

IGF 2008 – Hyderabad/S.Paulo


Quem controla a rede mundial de computadores? Como se articulam direitos, segurança e liberdade no mais complexo ambiente de comunicação já criado? Quais as fronteiras do Estado, do mercado e da sociedade civil na criação, desenvolvimento e gestão das redes? Esses são alguns dos temas em pauta no “Internet Governance Forum 2008″. Organizado pela primeira vez em 2006 na Grécia, teve sua segunda edição em 2007 no Rio de Janeiro e, neste ano, entre os dias 3 e 6 de dezembro, o IGF acontece em Hyderabad, Índia.

A Cidade do Conhecimento, em parceria com a RITS, a Diplo Foundation e o Ministério da Cultura do Brasil, organiza no laboratório da USP um “hub” de participação remota, com acesso e voz nas assembléias e na plenária do IGF. Registre aqui suas idéias e programe sua participação nas madrugadas e manhãs, de 3 a 6 de dezembro. No dia 6, sábado, haverá uma festa de encerramento, a partir das 9 horas, no laboratório da Cidade do Conhecimento na USP.

Internet Governance Forum 2008

Hyderabad, Índia

3 a 6 de dezembro

Remote Participation Hub

Cidade do Conhecimento, USP