Em cinco anos, a Cidade do Conhecimento desenvolveu e apoiou dezenas de projetos e programas em formatos variados, sempre situando-se no horizonte das políticas públicas de inclusão e emancipação digital.
Rede Pipa Sabe (desde 2003): o objetivo deste projeto é jogar uma “rede” sobre a praia de Pipa e região, no Rio Grande do Norte, puxando talentos, revelando-os em ondas de oficinas e incubando projetos, empreendimentos, produtos e serviços capazes de liderar uma revolução cognitiva na cadeia produtiva do turismo local. Desta forma, o projeto promove, através da produção de educação, cultura, ciência e tecnologia, conhecimento e sabedorias populares, uma reengenharia das cadeias produtivas em favor da geração de oportunidades de emprego, renda e investimentos na localidade de Pipa e região, enriquecendo o calendário turístico local de forma sustentável, com ênfase no uso das novas mídias digitais (indústria do audiovisual, educação a distância, comércio eletrônico, comunidades virtuais de prática e microfinanças).
Educar na Sociedade da Informação (Desde 2001): O programa Educar na Sociedade da Informação é o canal de acesso direto para a Cidade do Conhecimento da USP oferecido a professores e outros profissionais do ensino médio e fundamental, educadores em organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Mais que um curso de atualização com pesquisadores de destaque da USP e de outras organizações, é um espaço para a formação de redes de contatos com profissionais que lideram iniciativas educacionais, projetos de pesquisa e açoes sociais fazendo uso inteligente das novas tecnologias de informação e comunicação. A dinâmica do programa inclui a realização de encontros presenciais, dinâmicas de grupo usando a Internet, e a realização de projetos específicos. Em cinco edições, foram realizados 25 módulos com uma audiência estimada em 20 mil professores e alunos
Dicionário do Trabalho Vivo (2002-2003): O projeto criou oportunidades para a troca de conhecimentos e experiências entre diversos grupos interessados no futuro do mercado do trabalho no país. Fazer um dicionário é ter a oportunidade de influir nos significados, pois ele será consultado por trabalhadores, empregadores, estudantes e técnicos dos governos. Neste projeto, cada palavra ou expressão foi discutido por estudantes e trabalhadores, inclusive aposentados e desempregados.
Gestão de Mídias Digitais (2002-2004): Parceria com os governos estadual e municipal de São Paulo, este programa teve como foco o profissional de nível médio atuando em pontos de acesso à rede mundial (infocentros, telecentros, bibliotecas, escolas, postos de saúde e do correio, etc.). Formou cerca de 250 monitores e gerentes.
Oficinas de Design Social (2001-2003): nessa iniciativa associada às atividades de pós-graduação da USP, em rede com o Media Lab do MIT e institutos de pesquisa e design em outros países, com apoio do IPT, um programa composto por aulas magnas e por oficinas reuniu estudantes de pós-graduação de todas as áreas, assim como pesquisadores do IPT, em grupos de voluntários para resolver problemas apresentados por lideranças comunitárias, ONGs e órgãos do poder público de ação local (creches, postos de saúde, bibliotecas, infocentros, telecentros, delegacias, projetos inter-secretarias de Estado, etc.).
Meninas Cientistas (2001-2002): Nesse projeto foram reunidas na mesma rede alunas de ensino médio e trabalhadoras que atuam em áreas de pesquisa e desenvolvimento, ciência e tecnologia, com o patrocínio da Cátedra Regional Unesco Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina, sob a coordenação da Prof. Dra. Regina Festa (ECA-USP).
SebraeCidade (2003): projeto desenvolvido em parceria com o Sebrae-SP, pretendeu fortalecer e valorizar as competências criativas do empreendedor em 4 locais na capital e interior. Foi o piloto do programa Sebrae na Rua, implementado posteriormente pela instituição. Durante 6 semanas uma caravana percorreu o Estado de São Paulo, promovendo novas formas de acesso e produção de conhecimento, com a participação de especialistas, consultores e lideranças locais.
e-Voluntários: Em 2001, ano Internacional do Voluntário, a IBM Brasil lançou seu programa e-voluntários com o apoio do Instituto Ethos. Nesse trabalho conjunto, pesquisadores da USP avaliaram o projeto-piloto de voluntariado virtual, iniciativa original – em termos internacionais – do projeto e-voluntários da IBM.