Cataguases celebra mídias digitais

banner_divercidades_forumNo período de 30 de julho a 1º de agosto de 2009 aconteceu em Cataguases, Minas Gerais, o FÓRUM DIVERCIDADES CRIATIVAS: Cultura, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Local. Em 2010, o Fórum reuniu-se novamente como parte das atividades do Festival Ver e Fazer Filmes.  A Cidade do Conhecimento foi um dos casos apresentados à nova geração de criadores e gestores de mídias audiovisuais para o desenvolvimento local. Em destaque, o projeto Moedas Criativas.

O Fórum faz parte de um programa inédito do SEBRAE em Minas Gerais com foco na economia da cultura e desenvolvimento local, que envolve inicialmente três cidades da microrregião da Zona da Mata Mineira: Cataguases, Leopoldina e Mirai.  O evento marcou também mais um passo na consolidação de um PÓLO DE AUDIOVISUAL, ANIMAÇÃO E MÍDIAS DIGITAIS da região.

Na programação do Fórum, entre mesas redondas, palestras e painéis, mostras audiovisuais, espetáculos e performances multimídia, exposições, lançamento de livros, site, festival gastronômico, cinema de rua e novos projetos, a Cidade do Conhecimento ganhou destaque. “Há tempos conheci César Piva, uma das lideranças nessa que é a terra de Humberto Mauro, um dos pai-fundadores do cinema brasileiro. Há uma convergência de princípios, práticas e sonhos entre a Fábrica do Futuro e a Cidade do Conhecimento”, afirma Gilson Schwartz, líder do grupo de pesquisa da USP. “A criação do pólo oferece uma oportunidade para ir ainda mais longe, participando e ajudando a construir uma nova etapa de emancipação digital no país”, completa o professor.

O Fórum foi uma realização do Instituto Cidade de Cataguases, Sebrae e Prefeitura Municipal de Cataguases, em parceria com o Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura, a Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, Instituto Votorantin, Instituto Francisca de Souza Peixoto, Fundação Casa Simão, além de outros diversos agentes, instituições e empresas da região. A lógica é a da formação de redes e parcerias para tornar viáveis os sonhos de apropriação coletiva e democrática das novas mídias.

Parcerias: Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, Energisa, Secretaria de Estado da Cultura – Lei Estadual Cultura.

Anjos de Projetos: Primeiro Ciclo

Prof. Edson Spina (POLI-USP) abre Simpósio BELIEF

Prof. Edson Spina (POLI-USP) abre Simpósio BELIEF

O consórcio PRO-IDEAL realizou em 2009, no dia 18 de julho de 2009, na POLI, o primeiro ciclo de certificação de “Anjos de Projetos”, com a presença da coordenadora na Argentina, Rosita Wachenchauzer, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O evento foi uma parceria com o programa BELIEF, da Comissão Européia, que promoveu nos dias 16 e 17 no Auditório Mario Covas, na POLI-USP, o seu IV Simpósio Internacional.

O BELIEF é uma das mais importantes iniciativas em escala global para a ampliação dos investimentos em “e-infrastructures”.

O PRO-IDEAL (www.pro-ideal.eu) é uma ação de apoio à formação de redes cooperativas em pesquisa, desenvolvimento e inovação envolvendo parceiros europeus e latino-americanos. Os dois programas contam com patrocínio da Comissão Européia no âmbito do “Framework Program 7″.

Os “Anjos” atuarão na formatação, coordenação e promoção de projetos em resposta aos editais da Comissão Européia até  2011.

Saiba mais no blog do evento (em inglês): http://gridtalk-project.blogspot.com/

Saiba mais sobre o Consórcio PRO-IDEAL: www.pro-ideal.eu

As próximas turmas de “Project Angels” serão formadas a partir de setembro de 2010, como parte integrante do programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local – GeMA”.  Toda terça-feira, às 17 horas, ao vivo pela IPTV USP, mais informações sobre os editais europeus e orientação para professores, pesqusiadores, estudantes e funcionários de universidades, empresas e ONGs interessados em apresentar projetos para a União Européia.

Ingredientes do Sucesso no PRO-IDEAL

PRO-IDEAL: visita aos estúdios do CTR-ECA-USP

PRO-IDEAL: visita aos estúdios do CTR-ECA-USP

O PRO-IDEAL (consórcio que integra Brasil, Argentina, Chile e Uruguai) foi lançado oficialmente no Brasil com a “I Conferência e Oficinas do Consórcio PRO-IDEAL – Promoção do Diálogo sobre Tecnologias de Informação e Comunicação entre Europa e América Latina), nos dias 6 e 7 de abril de 2009, na Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, reunindo e integrando participantes da Academia, de empresas e de órgãos públicos.

O evento abriu acesso a uma rede de especialistas que a partir de agora atenderão os interessados na formulação de projetos focados no desenvolvimento de indivíduos e comunidades, sempre a partir de uma perspectiva européia que até 2011 publicará vários editais voltados à inovação  em aspectos tecnológicos, culturais e de conhecimento.

Presencialmente ou via WEB, os participantes foram apresentados aos procedimentos e diretrizes que orientam o acesso aos fundos europeus de pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo das tecnologias de informação e comunicação.

Professores Carlos R. Azzoni e Gilson Schwartz na Solenidade de Abertura da I Conferência e Oficinas do PRO-IDEAL no Brasil

Professores Carlos R. Azzoni e Gilson Schwartz na Solenidade de Abertura da I Conferência e Oficinas do PRO-IDEAL no Brasil

São recursos significativos (9 bilhões de euros), especialmente em um momento em que a palavra de ordem é crise. O núcleo da plataforma de relacionamento do PRO-IDEAL é voltado para a constituição de parcerias entre as universidades, as empresas e as instituições, tanto governamentais quanto da sociedade civil, com apoio do European Multimeida Forum (EMF) e da empresa espanhola Inmark, coordenadora do consórcio.

Mas não se tratava de um evento meramente técnico. Na medida em que os expositores iam apresentando regras e possibilidades, ficou evidente que se trata de um desafio que vai muito além do “obter financiamento para um projeto”.

Klaus Pendl, representante da Comissão Européia presente ao evento, sublinhou a importância da coordenação de um projeto, assim como da equipe envolvida. A “receita” é promover a diversidade: parceiros experientes e fortes  são necessários, como a USP, mas a participação de instituições ou grupos de menor exposição e mesmo de idéias individuais são cruciais para a efetividade deste processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Essa diversidade coordenada com alta capacidade para fazer avançar o conhecimento em todas as áreas além do estado da arte, projetando implicações práticas efetivas para o desenvolvimento humano, é viável apenas na medida em que as pessoas sejam capazes de formular e implementar soluções de fato inovadoras, que traduzam a pesquisa em melhorias para a economia, a sociedade e a cultura.  Essa inovação de alto impacto exige também um forte envolvimento e muita disposição para aprender, ensinar, trocar experiências e olhares, pois os consórcios patrocinados pela União Européia têm como marca registrada a formação de redes internacionais de cooperação em cada modalidade de projeto.

Através de uma ação consistente e integrada, cada identidade local ou nacional se fortalece, adotando uma postura, não mais naïve e quixotesca ou sectária, de luta por poder, mas integradora dos diversos saberes, recursos e necessidades, articulados em favor de um impacto no mundo real.

Phillipe Wacker, do European Multimedia Forum, mostrou que é necessário ter clareza de objetivos, método, disciplina. Yolanda Ursa, Coordenadora Geral do Consórcio pela Inmark e Margaretha Mazzura (também do EMF) destacaram o quanto se deve estar atento à identificar metas, organizar processos e comunicar os propósitos de maneira alinhada entre os participantes de um consório de sucesso na “Framework Program 7″ da União Européia.

No segundo dia do encontro os participantes foram convidados a um passeio pelas instalações do Departamento de Cinema, Rádio e TV, pela FEA e  pelos laboratórios de mídia digital da Poli. Como apontou Gilson Schwartz, Coordenador do PRO-IDEAL no Brasil e professor de Iconomia na USP, foi um momento ritualístico desta esperada integração: a tecnologia e a economia alinhadas a um processo sustentado por conteúdo de valor.

Em meio à crise, deu-se relevo ao resgate do sonho, para realizá-lo a partir de uma perspectiva não da mágica proporcionada por um recurso financeiro que por si só faria acontecer, mas da visão de um passo a passo de transformação destes recursos em ações, conhecimento e inovação tecnológica  com resultados que façam sentido local e global.

A competição pelos recursos é elevadíssima, porém os retornos podem ser significativos, na medida em que as empresas e organizações envolvidas constróem desse modo uma inserção saudável na globalização do conhecimento. Muita inspiração e a necessária transpiração confirmam que um projeto não cai do céu; mas pode levar muitas pessoas para lá!

Thais Barros

Mestranda na ECA-USP.

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Audiovisual 3D e a Economia do Olhar

Ambientes Virtuais para Todos. Esse é o tema (e a proposta) do Professor Heinrich P. Godbersen, primeiro conferencista do ciclo de eventos do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento em 2009, como parte do programa Ensinar com Pesquisa, patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. O bolsista do programa, Ezequiel Pordeus, estuda a cultura digital: “vivemos numa economia do olhar, produzir e consumir em 3D significa ampliar os espaços de valorização do capital audiovisual”.

Para o coordenador do grupo de pesquisa, Prof. Gilson Schwartz, trata-se de um exemplo de “iconomia”, ou seja, de mercados para produtos e serviços audiovisuais que ampliam as possibilidades de criação e acumulação de capitais imateriais, simbólicos e até imaginários. “A iconomia é a economia dos ícones criados e gerenciados em interfaces audiovisuais digitais imersivas, pervasivas e móveis. O audiovisual 3D é mais um passo da caminhada humana rumo ao hibridismo virtual-real”, completa o professor da disciplina “Introdução à Iconomia”, no Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP.

A conferência, mais ao estilo de oficina, acontece na quinta-feira, 26 de março, na sala 208 do prédio principal da ECA, a partir das 18 horas, com participação do cineasta Jorge Bodanzky.

“Tivemos com a Cidade do Conhecimento uma experiência pioneira e inovadora no uso de mídias digitais para ampliar o alcance do trabalho do Navegar Amazônia. Tivemos também uma experiência no Second Life, com ampliação das possibilidades técnicas e narrativas do audiovisual digital, em especial o documental. A discussão que o Godbersen traz exige uma revisão do próprio conceito de “sala” ou ponto de exibição”, avalia o cineasta Jorge Bodanzky, coordenador do projeto Navegar Amazônia, um ponto de cultura flutuante e móvel que desenvolve projetos em parceria com a Cidade do Conhecimento da USP.

Conhecimento Livre em Debate

Os desafios e oportunidades para produções colaborativas de conhecimentos livres no Brasil foi o tema central do debate no Centro Cultural São Paulo, no dia 10 de novembro de 2008. O evento, denominado WikiBrasil: Mutirão de Conhecimentos Livres, celebrou também o início da atuação da Wikimedia no Brasil.

O debate com Jimmy Wales também contou com a participação de Gilson Schwartz, Karen Worcman, Ladislau Dowbor, Lala Deheinzelin, Reinaldo Pamponet e Renato Rovai.

O evento integrou um ciclo de apresentações, programas de TV, entrevistas a jornais e mobilização provocados pela visita de Wales ao Brasil. A repercussão do debate com a presença do líder do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, Gilson Schwartz, girou em torno do valor relativo da informação distribuída livremente frente aos imperativos de rigor e revisão inter-pares do conhecimento acadêmico. A visão crítica do professor da USP foi registrada no noticiário pela Folha Online e pelo Link do Estadão. O Twitter também registrou participações e comentários sobre o #wikidebate no #wikibrasil, as mensagens de Gilson Schwartz podem ser recuperadas em #gilsonschwartz.

Links:

Folha Online – Registro do evento no Centro Cultural São Paulo

Twitter Gilson Schwartz – #wikidebate #wikibrasil

Link – Entrevista com Jimmy Wales (requer senha)