Lan houses ampliam mercados digitais

A revolução que os computadores e a web trouxeram para a humanidade ainda não é acessada pela maior parte da população. Para driblar esse cenário, as comunidades pobres estão fazendo a própria inclusão digital, principalmente por meio de lan houses.

Leia mais nessa reportagem do Diário do Grande ABC, reproduzida pela Associação Brasileira de Televisão Universitária.

43 milhões com internet em casa

Reportagem do “Jornal Nacional” da TV Globo destaca o crescimento da população conectada à internet no Brasil, com perspectivas de crescimento apesar da crise econômica.  “O que era um objeto de luxo se transforma em uma necessidade do dia-a-dia . Até o fim de 2009, 50 milhões de brasileiros terão acesso à internet”, informou o telejornal, que entrevistou o coordenador do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, Gilson Schwartz, na edição do dia 10 de janeiro de 2009, disponível na rede.

“É cada vez mais fácil, é cada vez mais acessível. A questão agora é o que você vai fazer com o computador. Se eu estou desempregado, como faço para usar a internet para achar emprego? Aí é que está a sacada”, afirmou o professor da USP.

Motoangels na Mídia

A proposta é liderada por Luiz Bicchioni: combinar redes sociais, uso do telefone celular, web 2.0 e uma rede de profissionais motociclistas, os “motoboys”,  para atuar com um “delivery” diferente. A idéia foi testada no Natal, levando ceias e presentes.

“Nossa intenção é dar uso positivo à tecnologia e também abrir espaço no trânsito e na sociedade para uma categoria que tem sido rotulada como um estorvo”, afirma Bicchioni, que já participou de projetos como o Canal Motoboy e associou-se ao programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local”, o GeMA, da Cidade do Conhecimento, da USP.

Conheça mais no blog Circuito, da jornalista Cristina de Lucca.

Campus Party recebe idéias de Tim Berners Lee

O chamado “pai da Internet” foi a atração do segundo dia na Campus Party. Tim Berners Lee se reuniu com jornalistas pela manhã e, no início da tarde, deu uma palestra para parte dos 6 mil participantes inscritos no maior evento de tecnologia e entrenimento em rede, realizado em São Paulo.

Lee demonstrou preocupação em relação às pessoas mais pobres, que basicamente usam o celular, e todos que não têm acesso à Internet, seja por questão financeira seja por estarem em áreas rurais, por exemplo. A Web Foundation, instituição a qual pertence, pretende levantar números sobre as pessoas no mundo que estão fora da internet – algo em torno de 80% da população mundial. Desse número estão excluídas as pessoas que estavam presentes no evento, “privilegiados”, “para quem a internet talvez fosse desenhada”. “Mas estamos começando essa fundação para ter certeza de que a Internet será usada pela humanidade como um todo”.

Um dos pontos centrais para a Web Foundation diz respeito à infra-estrutura da Web. Lee defende que as universidades criem cursos para que as pessoas entendam os aspectos técnicos e sociais da internet.

No dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Lee elogiou a disposição de Barack Obama em colocar disponível os dados do governo. “Agora estamos na onda dos dados linkados em todos os campos. O governo chegou na hora certa.”

Mas sobre o fato de governos e empresas criarem formas para controlar a internet, Lee foi enfático ao defender sua neutralidade. Todos deveriam ter acesso a sites, sem bloqueios nem por razões comerciais, já que esse era o propósito original da internet.

Para evitar o controle da Internet, Lee diz que cabe às pessoas assumirem essa responsabilidade. “É muito importante que web permaneça aberta. Se o browser não usa padroes abertos, não use esse browser. Você faz a sua própria escolha. Vocês estão no controle.”

Todo esse poder também se reflete nos usos da Internet, que nada mais é do que reflexo da humanidade – o que explica os crimes praticados por meio delas. Mas “sou otimista com relação à humanidade. Quando as pessoas se juntam, vemos muito mais coisas boas do que ruins”.

O inglês Tim Berners-Lee criou, com o belga Robert Cailliau, a World Wide Web (WWW ou simplesmente Web) em 1993 como uma ferramenta para pesquisadores. A Web foi a responsável por chamar a atenção do comércio e das empresas de telecomunicação quanto aos potenciais da Internet, que, naquela época, já tinha 25 anos.

Jaciara de Sá Carvalho – Grupo Nós

 

“Caça-Talentos” é destaque na CBN

O jornalista Gilberto Dimenstein destacou em seu comentário do dia 1 de agosto, na rádio CBN, o projeto “Caça-Talentos”, que propõe a transformação de máquinas caça-níqueis apreendidas pela Receita Federal e Polícia Federal em pontos de difusão de conteúdo cultural, educacional e sócio-ambiental, por meio da reciclagem do hardware, do software e da gestão dos equipamentos.

“Esse é um dos projetos que estão fermentando no programa Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local – GeMA 2008, tendo em vista a extraordinária acumulação de equipamento apreendido e apodredecendo nos pátios da Receita Federal”, explica o líder do projeto, Gilson Schwartz.

Dimenstein, que lidera o projeto Cidade Escola Aprendiz e integra o Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, sublinhou a inventividade da proposta e o potencial de mobilização que ela envolve.

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Gilberto Dimenstein