Referência(s)
BIBLIOGRAFIA
Candido, A. et alli. A Personagem de Ficção. São Paulo. Perspectiva. 1968
Chatman, Seymour. Story and Discourse: Narrative Structure in Fiction and Film [ Ithaca, Cornell University Press, 1993]
Panorama didático das questões relacionadas com a narrativa na literatura e no cinema; apresentação das noções básicas de teoria da narrativa, como a trama, o espaço, o tempo, o ponto de vista, os tipos de narrador e os tipos de personagem. Discute as questões nos dois campos, o da imagem-som e o da palavra.
Naremore, James (org.). Film Adaptation.[New Brunswick, Rutgers University Press, 2000]
Antologia de textos dividida em duas partes, uma contendo artigos que discutem a questão de um ponto de vista teórico mais geral, outra contendo análises de casos específicos de adaptação como Otelo, de Orson Welles, Um dia no campo, de Jean Renoir e Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos.
Stam, Robert. O espetáculo interrompido: literatura e cinema de desmistificação [ Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1979 ]
Livro bastante variado nos exemplos de narrativas que têm uma dimensão reflexiva - falam do próprio cinema ou da literatura, “interrompendo” o fluxo natural da atenção do espectador/leitor para o mundo da ficção que instauram; há capítulos que analisam casos de adaptação.
Eisenstein, Serguei M.. “Um curso sobre o tratamento” in A experiência do cinema, antologia organizada por Ismail Xavier [Rio de Janeiro, Editora Graal, 1990 - 2* edição]
Fala das relações entre o roteiro e a fonte literária, discutindo o caso da adaptação de Uma tragédia americana (romance de Theodor Dreyser) feita pelo próprio Eisenstein.
Bazin, André. “Por um cinema impuro - defesa da adaptação” e “Teatro e cinema”, artigos inseridos na antologia O cinema - ensaios [ São Paulo, Editora Brasiliense, 1991].
Os dois artigos, escritos no início dos anos 50, compõem a postura de Bazin em sua crítica endereçada aos que, em nome da especificidade ou pureza do cinema, atacavam o diálogo com a literatura e o teatro. Daí a polêmica expressão “cinema impuro” para questionar a tradição teórica francesa voltada para a defesa do específico fílmico.
Vardac, A. Nicholas. Stage to Screen: Theatrical Origins of Eary Film: David Garrick to D.W. Griffith [ New York, Da Capo Press, 1949 ]
Livro clássico na análise das técnicas de ilusionismo do teatro das últimas décadas do século XIX, notadamente das encenações de melodramas, experiência de criação visual que o cinema soube muito bem herdar para se constituir como espetáculo narrativo dramático.