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editorial
Uma
das preocupações de educadores é com o processo de trabalho da informação.
Ou seja, a dinâmica para sua obtenção, seleção, análise e contextualização.
A qualidade dessa dinâmica determina a boa formação.
O trabalho do professor está em dar sentido para a informação, conjuntamente
com seus alunos, para que ela seja relevante na compreensão de um determinado
problema. Thomas Davenport, professor da Universidade do Sul da Califórnia, salienta
que num tempo em que a informação é um produto abundante, o grande desafio é
captar a atenção das pessoas e mobilizá-las (obtendo a concentração necessária)
para a criação de novos saberes. Aliando temas como relevância, atenção,
reflexão e criatividade, temos uma pauta que deveria estar na primeira página
na agenda de todo educador na sociedade da informação.
Há
uma outra característica na organização do conhecimento que vem se impondo: a
natureza interdisciplinar. A permeabilidade dos limites entre uma ciência e
outra tem forçado as paredes da grade curricular tradicional, obrigando-nos a
lançar nossa atenção a áreas que tradicionalmente nem nos passaria pela cabeça
nos aventurar. As questões ambientais, por exemplo, podem aparecer na aula de
ciências, de geografia, de química, de biologia. A linguagem, que era território
da aula de português e literatura, pode estar na de história ou de matemática,
e certamente também na de artes plásticas. Alguém já trabalhou ciências e
educação física?
Um
ambiente interdisciplinar: esse é um dos resultados do "Educar na
Sociedade da Informação". Ele já é evidente na composição dos módulos
que foram oferecidos em 2002, que prestigia esta tendência. E também está em
prática nos temas de cada encontro.
Mas há ainda muito por fazer, neste modelo de comunidades em que se produz
muito, mas nem sempre se faz a costura de temas irmãos apresentados nas
comunidades vizinhas.
Sem essa costura, o resultado será apenas algo inerte, que ficará na
prateleira ou na gaveta (digitais).
Ao enfrentarmos o desafio de compor novos saberes a partir do que produzimos em
nossas comunidades, queremos dar forma a uma Cidade feita não apenas de informação,
mas também de conhecimento.
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