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Na
segunda quinzena de junho, dois grandes eventos mobilizaram os profissionais
da educação à distância para a reflexão
sobre suas práticas e atualização sobre o mercado
de soluções tecnológicas. O Virtual Educa,
em Miami, ofereceu uma perspectiva do cenário latino-americano
e permitiu comparar com mais propriedade as experiências locais.
O E-learning/E-training colocou o foco sobre as áreas corporativa
e acadêmica no Brasil.
O
Virtual Educa 2003 foi vertiginoso: durante os três dias de
congresso em Miami havia cerca de mil participantes circulando pela
feira, pelas oficinas e mesas temáticas. Chile, Argentina,
Perú, Equador, Colombia, Venezuela, Costa Rica, México,
República Dominicana, Porto Rico estavam representados, além
de perto de 50 brasileiros. Canadenses e americanos também
participaram, em geral como fornecedores de soluções
tecnológicas e serviços educacionais ou membros de
organizações internacionais. A Espanha teve uma presença
expressiva, pelo papel central desempenhado pela UNED no evento.
O
que se viu foi uma forte convergência na identificação
de problemáticas. Temas como a tímida infra-estrutura
de acesso à internet em quase todos os países e a
resistência nas instituições educacionais ao
uso das novas tecnologias permearam grande parte das sessões.
Por outro lado, percebe-se avanços nas iniciativas governamentais
e experiências universitárias em busca da inclusão
digital.
Em
2002, apresentamos a experiência do Educar
no “E Learning E Training”, aqui em São Paulo.
A participação, em 2003, no Virtual Educa, com o artigo
“Educar da Sociedade da Informação - Educadores
em Rede para a Produção Colaborativa de Conhecimento”
permitiu um avanço na reflexão sobre esta prática
implementada a cada dia. Muito se fala sobre a necessidade de envolver
os professores na cultura das redes digitais e pouco sobre os ganhos
efetivos que existem num processo de transformação
da cadeia de produção, consumo e circulação
do conhecimento.
Além
do valor estrito das contribuições de todos os participantes
nas comunidades virtuais do Educar, que já
é enorme em si, é um passo de extrema importância
analisar o programa em sua capacidade de multiplicar coletivos inteligentes
de produção mediada pelas novas TICs. Esta é
a filosofia subjacente à Cidade do Conhecimento,
sejam quais forem as ferramentas e instrumentos que estiverem a
nosso serviço.
Mais
informações no artigo: “Ferramentas
& Conteúdos : Para onde Caminha a EAD?”.
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