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Cidade do Conhecimento, julho de 2003 - Ano 2 - No. 8
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Na segunda quinzena de junho, dois grandes eventos mobilizaram os profissionais da educação à distância para a reflexão sobre suas práticas e atualização sobre o mercado de soluções tecnológicas. O Virtual Educa, em Miami, ofereceu uma perspectiva do cenário latino-americano e permitiu comparar com mais propriedade as experiências locais. O E-learning/E-training colocou o foco sobre as áreas corporativa e acadêmica no Brasil.

O Virtual Educa 2003 foi vertiginoso: durante os três dias de congresso em Miami havia cerca de mil participantes circulando pela feira, pelas oficinas e mesas temáticas. Chile, Argentina, Perú, Equador, Colombia, Venezuela, Costa Rica, México, República Dominicana, Porto Rico estavam representados, além de perto de 50 brasileiros. Canadenses e americanos também participaram, em geral como fornecedores de soluções tecnológicas e serviços educacionais ou membros de organizações internacionais. A Espanha teve uma presença expressiva, pelo papel central desempenhado pela UNED no evento.

O que se viu foi uma forte convergência na identificação de problemáticas. Temas como a tímida infra-estrutura de acesso à internet em quase todos os países e a resistência nas instituições educacionais ao uso das novas tecnologias permearam grande parte das sessões. Por outro lado, percebe-se avanços nas iniciativas governamentais e experiências universitárias em busca da inclusão digital.

Em 2002, apresentamos a experiência do Educar no “E Learning E Training”, aqui em São Paulo. A participação, em 2003, no Virtual Educa, com o artigo “Educar da Sociedade da Informação - Educadores em Rede para a Produção Colaborativa de Conhecimento” permitiu um avanço na reflexão sobre esta prática implementada a cada dia. Muito se fala sobre a necessidade de envolver os professores na cultura das redes digitais e pouco sobre os ganhos efetivos que existem num processo de transformação da cadeia de produção, consumo e circulação do conhecimento.

Além do valor estrito das contribuições de todos os participantes nas comunidades virtuais do Educar, que já é enorme em si, é um passo de extrema importância analisar o programa em sua capacidade de multiplicar coletivos inteligentes de produção mediada pelas novas TICs. Esta é a filosofia subjacente à Cidade do Conhecimento, sejam quais forem as ferramentas e instrumentos que estiverem a nosso serviço.

Mais informações no artigo: “Ferramentas & Conteúdos : Para onde Caminha a EAD?”.

 

 

 

 
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