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"REDE PIPA SABE e GARATUÍ"


Perguntas mais frequentes

 

Índice:

1. O ciclo de oficinas da Rede Pipa Sabe acontece apenas uma vez?

2. A Rede capta recursos (Caixa Econômica Federal, Dataprev, etc.). Quem fica com esse dinheiro e decide sua aplicação?

3. A USP vai controlar o processo o tempo todo, para sempre?

4. Qual o interesse da Cidade do Conhecimento da USP em vir a Pipa para esse projeto?

5. Qual a vantagem de ser algo público, aberto, transparente e com monitoramento da maior universidade do país?

6. Como se pode colaborar nesse momento?

7. Como serão distribuídos os garatuís?

8. Qual a relação entre garatuís e reais?

9. Como funciona o garatuí?

10. Qual a razão desse “fichamento”?

11. Como trocar garatuís por reais?

12. O que fazer com os garatuís não trocados por reais agora?

13. Qual o prazo de validade dos garatuís?

14. Os garatuís valem fora de Oficinas e Projetos da Rede Pipa Sabe?

15. Se houver dinheiro (reais) em caixa, a Rede Pipa Sabe poderá trocar garatuís para qualquer portador?

16. Como serão definidos os critérios de conversão de garatuís em reais no futuro?

17. Afinal, o garatuí é dinheiro?

18. Como a Rede Pipa Sabe vai conseguir reais para lastrear o garatuí?



1. O ciclo de oficinas da Rede Pipa Sabe acontece apenas uma vez?

Não, trata-se de um processo longo, que terá rodadas mensais de oficinas, de baixíssimo custo e alto impacto social, mas com erros e acertos, aprendizado e gradual implantação da infra-estrutura administrativa e tecnológica da rede.


2. A Rede capta recursos (Caixa Econômica Federal, Dataprev, etc.). Quem fica com esse dinheiro e decide sua aplicação?

Numa primeira fase todos os recursos financeiros e não-financeiros captados para a Rede Pipa Sabe serão administrados pela USP, com total transparência e publicação das informações na internet, num mural na Galeria Café Cultura e em publicação avulsa para distribuição gratuita. Todos os garatuís podem ser trocados por reais, mas essa troca será feita pela USP segundo critérios também públicos e transparentes.


3. A USP vai controlar o processo o tempo todo, para sempre?

Não, na medida em que o sistema se estabiliza e organiza, haverá transferência TOTAL da gestão para um comitê local, quadripartite (setor público, privado, ONGs e academia). Mas primeiro vamos organizar, testar as sinergias, medir e discutir os resultados, nossa capacidade de cooperação e, claro, a forma de escolha dos representantes desse comitê gestor do projeto.

Essa transparência e controle/monitoramento da USP tem ainda a vantagem de ser um poder externo que pode se dar ao luxo de “ignorar” muitos dos conflitos históricos locais, abrindo uma nova frente de cooperação e confiança na comunidade, o que é uma vantagem inicial, reforçada pelo apoio do governo federal. Mas claro que, sem essa confiança da comunidade no projeto, nem a USP nem ninguém será capaz de transformar a realidade.


4. Qual o interesse da Cidade do Conhecimento da USP em vir a Pipa para esse projeto?

Esse é um projeto piloto está sendo observado nacional e internacionalmente por governos, empresas, ONGs e institutos de pesquisa interessados em novas formas de usar as tecnologias de informação e comunicação para a transformação social e econômica. É o primeiro projeto, depois de 3 anos de testes, fora de São Paulo. Para a Cidade do Conhecimento, significa um teste de seus métodos em condições de extrema dificuldade (distância, diferenças culturais, dificuldades de financiamento, etc.). Junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), estamos construindo junto com a sociedade formas cada vez mais inteligentes e eticamente desejáveis de cooperação.


5. Qual a vantagem de ser algo público, aberto, transparente e com monitoramento da maior universidade do país?

O projeto tem como objetivo criar novas oportunidades de emprego e renda a partir da cultura e do conhecimento. A dimensão nacional e mesmo internacional desse projeto abre não apenas perspectivas de captação de reais e dólares muito claras se funcionar bem como também perspectivas de transferência dessa experiência para outros lugares e, finalmente, possibilidade de muita gente pegar carona, pois na medida em que a Pipa passa a ter uma nova imagem de centro cultural, educacional e tecnológico misturado com lazer, entretenimento e indústria do turismo, isso vai beneficiar a comunidade e mesmo os que não participam diretamente da Rede Pipa Sabe ou não são portadores de garatuís.


6. Como se pode colaborar nesse momento?

O projeto precisa de pouco dinheiro, vários patrocinadores estão se juntando para viabilizar a Rede Pipa Sabe, uns entram com dinheiro, outros com quartos em hotéis e pousadas, outros com alimentação para a equipe de produção, muitos com trabalho voluntário em oficinas (palestras e compartilhamento de conhecimento). É um mutirão que conta ainda com o apoio do governo estadual e da prefeitura de Tibau do Sul com apoio em transporte, segurança, saúde pública e envolvimento direto de secretarias como Turismo e Educação.


7. Como serão distribuídos os garatuís?

O garatuí é o dinheiro da Rede Pipa Sabe. Será distribuído em cotas pessoais de G$ 250 (duzentos e cinqüenta garatuís), equivalentes a R$ 250 (duzentos e cinqüenta reais). Será distribuído em todas as escolas da região e servirá como moeda nas atividades culturais, educacionais e de planejamento da Rede Pipa Sabe.


8. Qual a relação entre garatuís e reais?

É crucial investirmos na melhor relação possível entre custo e benefício, ou seja, precisamos PROVAR que o garatuí é poderoso, que com um pouquinho de reais podemos gerar uma dinâmica econômica de milhares de garatuís. Isso será crucial para que o modelo seja copiado em muitas outras prefeituras e países (claro que, uma vez provado isso, o que interessa é o efeito multiplicador: se cada real gera um movimento de 5 garatuís em média, o ideal é ter 1 milhão de reais em vez de 10 mil, se conseguirmos manter sempre uma boa relaçào entre custo e benefício). O garatuí é emitido com base num lastro em reais, quanto mais eficiente a nossa gestão do garatuí, maior a confiança de quem está fora e pode entrar na rede, comprando garatuís para promover a sabedoria de Pipa.


9. Como funciona o garatuí?

Cada cédula de garatuí será numerada. É como uma ação ao portador (título que é negociado nas Bolsas de Valores, representa uma participação no resultado de um empreendimento). Cada retirada inicial de cédulas é registrada uma ficha de inscrição na Rede Pipa Sabe, como se fosse um contrato. Cada aluno, cada pousada, cada turista que passar na Galeria, enfim, todo mundo que fizer uma retirada inicial de Garatuís vai assinar uma ficha dando nome, idade, endereço, email, sexo, profissão.



10. Qual a razão desse “fichamento”?

No final de cada rodada de oficinas, os garatuís terão mudado de mãos. O garatuí do aluno foi parar na mão do tarrafeiro, etc. TODOS, ABSOLUTAMENTE TODOS os portadores de garatuís terão direito a convertê-los em reais na Galeria Café Cultura. Para que possamos avaliar a qualidade do processo, é importante saber como o garatuí circulou. A numeração das cédulas e a identificação da origem de cada uma permitirá também medir e avaliar o sucesso de cada oficina junto ao público, de maneira imediata (bastará verificar onde foram parar os garatuís distribuídos inicialmente).


11. Como trocar garatuís por reais?

TODOS podem trocar seus garatuís por reais. PORÉM, essa troca está sujeita às seguintes regras iniciais:
- disponibilidade de reais no caixa do projeto (reservas), descontados os impostos e despesas administrativas,
- prioridade a quem trabalhou nas oficinas,
- dentro dessa prioridade, prioridade à condição social do portador, favorecendo as pessoas de mais baixa renda.


12. O que fazer com os garatuís não trocados por reais agora?

O portador de garatuís pode ou não guardar as cédulas em casa. Se é um turista, ele pode devolver à Galeria e registrar o saldo numa conta digital aberta em seu nome na Rede Pipa Sabe e acessível a qualquer momento pela internet. TODOS os que receberam garatuís estarão registrados e poderão consultar, pela internet, a qualquer momento, o seu saldo no sistema. Quem não estiver registrado e quiser se registrar, basta levar garatuís ou pedir para receber, assinando a ficha de inscrição na Rede Pipa Sabe.


13. Qual o prazo de validade dos garatuís?

Eles tem prazo indeterminado de validade ou, no mínimo, valem enquanto existir a Rede Pipa Sabe. Quem não gastar garatuís nas oficinas de dezembro, poderá usa-los nas oficinas de janeiro e assim por diante.


14. Os garatuís valem fora de Oficinas e Projetos da Rede Pipa Sabe?

Sim, dependendo da sua aceitação em lojas, restaurantes, supermercados, etc.

Além disso, o turista que já saiu de Pipa poderá, por exemplo, usar seus garatuís para adquirir produtos e serviços pela internet (por exemplo, comprar poesias do grupo de poesia do Prof. Marinho pela internet, gastando os garatuís que tem acumulado ou comprando mais garatuís pela internet, nesse caso pagando em reais).

O garatuí só é "garatuíto" para quem está em Pipa durante cada semana de oficinas

ou é de pousadas, restaurantes e lojas que aderiram à rede.


15. Se houver dinheiro (reais) em caixa, a Rede Pipa Sabe poderá trocar garatuís para qualquer portador?

Sim, sempre a critério da USP e, depois, do Comitê Gestor da Rede Pipa Sabe. Por exemplo: daqui a 6 meses, sendo um sucesso, podemos trocar garatuís simplesmente para qualquer um, nem que seja uma fração dos resultados. É como uma ação que rende dividendos ou lucros. O portador, que confiou, que apoiou, que participou de um empreendimento que de repente vira sucesso mundial, atrai mais capitais, obivamente tem DIREITO a trocar seu garatuí por real também! Claro, SEMPRE sujeito às nossas prioridades (favorecer o mais pobre, o estudante, o artista, etc.). Garatuís podem virar bolsas de estudo, por exemplo.


16. Como serão definidos os critérios de conversão de garatuís em reais no futuro?

Com o tempo, as regras de conversão garatuí-real ganharão sofisticação, detalhamento, serão alvo de debates, poderão ser tema de estudos nas escolas da região, etc. Para isso será fundamental a constituição do Comitê Gestor da Rede Pipa Sabe. Assim como o Banco Central do Brasil decide em reuniões mensais qual será a taxa de juros no país, o Comitê Gestor vai decidir quem pode trocar garatuís por reais. O importante é que as regras de conversão sejam sempre transparentes e atendam a objetivos da comunidade (por exemplo, reforço de merenda escolar, bolsas para os melhores alunos, estágios em oficinas, crédito para empreendimentos de alto impacto social e cultural, etc.).


17. Afinal, o garatuí é dinheiro?

Sim e não. Ele é dinheiro que funciona apenas nas atividades da Rede Pipa Sabe. Mas o importante é cada pessoa saber que o nosso compromisso é com o dinheiro de verdade, que o garatuí é um investimento coletivo na produção de riqueza, valor e renda de verdade.

Como investimento será trocado por reais apenas com o tempo e na medida do sucesso da própria rede. O limite, no entanto, será sempre o da taxa nominal de câmbio oficial, que é de G$1 = R$ 1 (nunca o garatuí valerá mais que o real). O garatuí entretanto não rende juros: quem deixar seus garatuís depositados na Galeria não receberá juros por isso.

Em suma, o garatuí é um dinheiro sem usura e que aproxima em vez de afastar as pessoas.

É uma espécie de anti-dinheiro, mas para ajudar a colocar mais dinheiro nos bolsos e bolsas da comunidade de Pipa. É o dinheiro do futuro, viável não apenas pela tecnologia, mas principalmente por causa da solidariedade, capacidade de cooperação de uma comunidade para reelaborar seus sonhos, processos e projetos.


18. Como a Rede Pipa Sabe vai conseguir reais para lastrear o garatuí?

Algumas fontes de reais para lastrear (permitir a troca por reais) dos garatuís são:
- turistas compram garatuís ao chegar em Pipa,
- hotéis, lojas, restaurantes compram para oferecer aos seus hóspedes (ou fazem permuta de produtos e serviços por garatuís),
- se as oficinas viram uma grande atração da Pipa e já há dinheiro em caixa para manter o processo, ou se nem todos os hotéis fazem permuta, poderão comprar até mesmo com descontos,
- compras na Rede Pipa Sabe pela internet ocorrem apenas em reais,
- agências de governo, ONGs e empresas privadas podem considerar que é um investimento com alto retorno social e de imagem e decidir comprar garatuís para funcionários, clientes ou simplesmente doam dinheiro para que a Rede Pipa Sabe distribua seus garatuís para alunos de escolas públicas, desempregados, etc.,
- a partir do funcionamento da rede, muitas obras serão produzidas e comercializadas (poesia, cinema, artesanato, obras de arte, etc.), pode-se cobrar um imposto sobre as vendas que ocorrerem por meio da rede, inclusive pela internet,
- na medida em que a própria rede estimular a vinda de pessoas a Pipa para participar de oficinas e mostras, a Rede Pipa Sabe poderá ganhar reais nessa atividade também (por exemplo, reservas de hotéis e pousadas feitas por seu intermédio, para congressos e seminários ou ciclos especiais de oficinas, por exemplo,
- a venda de produtos desenhados pela própria rede também pode ser uma fonte de receitas (camisetas, bonés e outros produtos promocionais podem não representar uma fonte enorme de recursos, mas pode ser a diferença na despesa de telefone ou na conta do provedor de acesso a internet),
- a comunidade de Pipa terá criatividade para encontrar formas de valorizar o garatuí!

 

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