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Índice:
Uma
rede sobre Pipa
Gilson Schwartz: Moedas podem ser inteligentes
Rede
comunitária
Pipa
cai na rede do conhecimento
Projeto estimula produção
de conhecimento em comunidades carentes
‘Rede
Pipa Sabe’ promoverá conhecimento à população do RN
Praia
de Pipa usa saber local para desenvolvimento sustentável
Projeto
educativo cria moeda em praia do RN
Nova moeda é proposta da USP para modificar turismo
no RN
Rede
Pipa Sabe marca início da expansão das atividades da Cidade
do Conhecimento
| Notas sobre
a Cidade e PIPA
na imprensa |
Observatório da Sociedade da Informação
da UNESCO
Site Sentidos
Coluna de Gilberto Dimenstein
Site Universia
Brasil
VirtualBooks,
site do Terra
IG
- Ultimo Segundo
Portal
dos Telecentros
Uma
rede sobre Pipa
A
praia de Pipa, localizada no Rio Grande do Norte - mais precisamente
na cidade de Tibau do Sul, a 87 kilômetros de Natal - é um
paraíso ecológico no nordeste do Brasil, que antigamente
era um reduto de pescadores e surfista, e que hoje atrai turistas
de todo o mundo.
Devido
o próprio crescimento do turismo, a praia de Pipa obteve ganhos
como aumento de investimentos na região, hotéis, comércio
ativo e novos empregos, mas também conheceu o lado negativo
desta história: abandono de atividades antigas da população
local em prol de novas possibilidades, prostituição
infantil, especulação imobiliária, concentração
de renda e exclusão social.
Diante
deste cenário, a Cidade do Conhecimento (projeto da Universidade
de São Paulo, que usa a internet para envolver a população
em projetos sociais, econômicos e educacionais) levou um projeto “Rede
Pipa Sabe” para o local. Segundo os organizadores, o projeto tem
a missão de “jogar uma rede sobre Pipa e região”, para
puxar talentos, levantar empreendimentos de desenvolvimento sustentável,
projetos e serviços “capazes de liderar uma revolução
cognitiva na cadeia produtiva do turismo local”.
Para
tanto, serão utilizadas novas mídias digitais, como
a internet (para educação e comunicação à distância);
telecentros (para estudantes e trabalhadores da região terem
acessos a web); além de workshops, eventos, oficinas e como
Tecnologia, Sociedade, Mídia, Negócios, entre muitos
outros assuntos.
A
partir do momento de seu cadastro, o novo membro escolhe um ou dois
temas de seu interesse, entre eles o “Welcome” – para se apresentar
e começar a entender o funcionamento da comunidade. O site
também tem outras funcionalidades, como caderno de anotações
e perfil dos demais membros, que ajudam o novo usuário não
ficar tão perdido no meio de tanta informação
e de tanta qualidade. São artigos, comentário e indicação
que tendem para o infinito. Mas depois de entender um pouco mais
o esquema, é só pegar o jeito e se tornar um típico “brainstormer”.
Para
fazer parte deste grupo, mande um e-mail para o próprio outras
iniciativas periódicas voltadas os 4 mil habitantes do local.
Um
dos destaques do projeto é o lançamento da Garatuí,
uma moeda de papel distribuída entre os participantes do projeto,
que podem comprar e vender bens culturais, utilizar nos restaurantes,
hotéis, para atividades como pesca, navegação,
além de pagar as próprias oficinas e eventos da Rede
Pipa Sabe. O Garatuí pode ser convertido em Real e a trajetória
da moeda será monitorada nos postos de troca, para o controle
do fluxo da moeda e para informações sobre as principais
atividades que despertaram mais interesse. A experiência está sendo
monitorada pelo Banco Central do Brasil e tem o apoio de vários órgãos
governamentais, como a USP, a Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Ministério das Comunicações e Ministério
da Educação, Prefeitura Municipal de Tibau do Sul,
entre outros órgãos e empresas.
O
projeto passou por 6 meses de trabalhos preparativos e agora já está em
funcionamento na cidade. O primeiro ciclo de palestras e oficinas
foi do dia 26 de novembro a 3 de dezembro. Entre alguns projetos
estratégicos, estão previstos mostras de cinemas, rede
de formação de professores, escolas de carpintaria
naval, rede de observatórios ambientais, entre outras atividades
que serão desenvolvidas ao longo de 2004.
Para
saber mais informações, acesse o site do projeto: http://www.cidade.usp.br/pipa/
Gilson Schwartz: Moedas podem ser inteligentes
O Brasil tem muita experiência na criação de moedas.
Várias foram criadas tanto para conviver com a inflação
como para combatê-la. Fazer conversão entre moedas tornou-se
algo bem presente para milhões de brasileiros, que já viram
muitas vezes os efeitos na renda e no emprego provocados pela escalada
do dólar e dos juros.
De plano em plano, cruzado, cruzeiro, real, a inflação
afinal caiu, mas o desenvolvimento não chegou. Sempre se diz
que primeiro é preciso estabilizar, para depois crescer.
Mas se é possível criar moedas para combater a inflação,
por que não criar moedas para combater outros males estruturais
da sociedade brasileira? Moedas para ativar o crescimento, dinheiro
que sirva para estimular mudanças estruturais, e não
apenas para estabilizar os preços.
Para a maioria dos economistas, o crescimento virá quando os
juros caírem. Uma moeda que servisse para estimular o crescimento
seria uma espécie de pedra filosofal de uma nova teoria econômica.
Impossível? Não para os teóricos e técnicos
envolvidos com as chamadas "moedas complementares".
O dinheiro convencional é um instrumento anônimo, cego,
surdo e mudo. É tratado nas equações da macroeconomia
como uma quantidade cujo valor reflete sua escassez relativa. As moedas
complementares, no entanto, são moedas em que a dimensão
qualitativa do valor fica em primeiro plano. Elas estão além
do mundo da escassez.
Já existem milhares de moedas complementares em todo o mundo.
Um de seus mais ardorosos e competentes defensores é Bernard
Lietaer, ex-diretor do Banco Central da Bélgica, consultor de
multinacionais e um dos pais do euro. Ele tem defendido a criação
de um sistema econômico baseado na "abundância sustentável".
A elite mundial já tem acesso a moedas complementares. Basta
pensar nos programas de milhagem das empresas aéreas. São
títulos emitidos por empresas privadas que permitem aos seus
detentores o exercício de direitos de compra de passagens e
outros bens e serviços.
Em situações mais graves, como na crise argentina, a
saída foi criar redes de troca. Em comunidades carentes, cupons
são emitidos para estimular novas possibilidades de cooperação.
A internet, em especial nas redes P2P (como Napster e Kazaa), também
abre novas perspectivas de organização dos mercados e
de geração de valor. A capacidade de controle dos bancos
centrais sobre as moedas digitais ainda é uma questão
polêmica.
Se existe alguma esperança no surgimento de uma "inteligência
coletiva", a criação de novas moedas compatíveis
com o crescimento econômico é o desafio número
um
O jornalista Gilson Schwartz, 43, coordena
a Rede Pipa Sabe (www.cidade.usp.br/pipa),
projeto no Rio Grande do Norte que funciona com base na emissão
de uma nova moeda complementar, o "garatuí".
Leia mais
Rede
comunitária
USP
vai usar web para criar modelo de turismo sustentável no Nordeste
João Luiz Rosa, De São Paulo
Jornal
Valor Econômico - 29/10/2003
Empresas & Tecnologia
"Seu"
Francisquinho é uma figura conhecida na Praia de Pipa, um paraíso
ecológico situado a 87 quilômetros de Natal, no Rio Grande
do Norte.
Artesão renomado, ele já construiu mais de 400 barcos,
alguns para gente famosa; como o "Lady Laura", a embarcação
que o cantor Roberto Carlos batizou em homenagem à sua própria
mãe. Apesar da celebridade, a arte de "seu" Francisquinho
corre o risco de morrer. Os pescadores da região não
se interessam mais em aprender o ofício. Atraídos pelo
crescente potencial turístico, muitos mudaram de
área: agora dirigem bug para turistas nas dunas.
Essa perda de identidade cultural, da qual "seu" Francisquinho
é só um exemplo, não é a única
questão suscitada pelo sucesso da Praia de Pipa, o ex-reduto
de pescadores e surfistas que se firmou, nos últimos anos,
como um dos principais pontos turísticos do Nordeste. A atração
de grandes massas, do Brasil e de outros países, principalmente
da Europa, provocou problemas graves como a prostituição
infantil, a ocupação irregular da orla marítima
e a exploração predatória do meio ambiente.
"É um contra-senso já que a natureza, que está
no centro das atenções, pode ser destruída nos
próximos anos", observa o professor Gilson Schwartz, do
Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São
Paulo (USP). Para combater esses problemas, o instituto vai empregar
a tecnologia da informação como base da construção
da primeira "cidade do conhecimento" - um centro de aproximação
entre universidade e sociedade - fora de São Paulo. É
a construção da Rede Pipa
Sabe.
De
29 de novembro a 3 de dezembro, equipes da USP e da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte vão promover uma série de oficinas
com a comunidade, que fica no município de Tibau do Sul. Voluntários
e profissionais de empresas interessadas podem participar. A inscrição
pode ser feita pela web e custa R$ 5 mil, incluindo passagem e estadia.
A idéia é organizar projetos que criem oportunidades
reais de emprego e renda, mas dentro de um modelo de turismo sustentável.
"Será um mutirão que transformará a cidade
em escola", resume Schwartz.
Como
vai funcionar?
Há
cinco meses, os pesquisadores conversam com a comunidade para detectar
necessidades e propor soluções. Tome-se, novamente,
o caso do "seu" Francisquinho. Em conversa com donos de
pousadas, eles descobriram que há turistas interessados em
tomar aulas de carpintaria naval. Esta pode ser a saída para
preservar a cultura regional, dar emprego e, ao mesmo tempo, aumentar
a receita das pousadas, que poderiam oferecer pacotes com as aulas
incluídas.
Para medir o potencial dos negócios, a rede contará
com uma moeda complementar durante a semana de abertura. Trata-se
do Garatuí, nome de um rio da região.
Donos
de estabelecimentos vão distribuir um "vaucher" a
clientes e à população em geral, que só
poderá usá-lo na compra de bens culturais, como uma
oficina de artesanato ou de cozinha regional.
A iniciativa também envolve a criação de um telecentro,
onde a população terá acesso a computadores com
internet para continuar a manter o intercâmbio com pesquisadores,
empresários etc.
Informações
em www.cidade.usp.br/pipa
Pipa
cai na rede do conhecimento
Isaac
Ribeiro - Repórter
Jornal Tribuna do Norte/Natal
- 12/11/2003
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PARAÍSO DO SABER - 'A Rede Pipa Sabe' inicia seus trabalhos no
próximo dia 29 |
A Rede Pipa Sabe, como
foi batizado o projeto, inicia seus trabalhos no próximo dia 29, quando
equipes da USP, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e representantes
da iniciativa privada e da própria comunidade promoverão uma série de
oficinas nas mais diversas várias áreas. Cada um dividirá com outros
o conhecimento que possui sobre determinado assunto.
Segundo o professor Gilson Schwartz, do Instituto de Estudos Avançados
da USP, diretor acadêmico da Cidade do Conhecimento, a idéia é criar
um grande mutirão em parceria com entidades educacionais, órgãos turísticos,
organizações não-governamentais e empresas, com o objetivo de difundir
o conhecimento entre os cidadãos e, principalmente, entre os futuros
cidadãos.
"A idéia é que, a partir da cultura e do conhecimento, a comunidade
da Pipa crie novas formas de desenvolvimento sustentável, além de desenvolver
novos produtos e serviços na área de turismo", diz Schwartz.
Ensino e tecnologia
Serão realizadas oficinas de carpintaria naval, renda em bilro, culinária
nordestina, pesca sustentável, planejamento educacional, fotografia,
ikebana, pintura em camisetas, literatura de cordel, surfe ambiental,
capoeira, facheada, percussão, reciclagem de lixo, idiomas, jornalismo
comunitário entre outras.
A coordenação das oficinas na Pipa está a cargo do escultor e roteirista
Eddy Polo, que vem recebendo inscrições dos moradores de Pipa na Galeria
Café Cultura (84-246 2070). O local também é o centro de logística da
Rede Pipa Sabe, segundo o próprio Gilson Schwartz, que indica a galeria
aos que desejarem informações ou até mesmo se integrarem ao projeto.
Além de Eddy Polo e da Galeria Arte Cultura, o professor da USP diz
contar com o apoio de outros parceiros locais, como o Book Shop, pousadas
e restaurante s. Outros parceiros do projeto, até agora, são a Caixa
Econômica Federal (que entrou com R$ 15 mil), a USP (disponibilizando
R$ 20 mil), a Previdência Social (que doou computadores), o Ministério
das Comunicações (que instalará uma antena para internet banda larga
na Pipa) e a UFRN.
Ações
O primeiro passo da Rede Pipa Sabe, segundo Gilson Schwartz, é a instalação
da antena que proporcionará acesso rápido à internet - um teleponto
público. Com esse equipamento será possível promover a integração de
crianças das escolas da Pipa com o resto do País. O coordenador da Cidade
do Conhecimento, pretende colocar os alunos da Pipa em conexão direta
com os alunos de Vicente de Carvalho, em Santos (SP), onde o presidente
Lula morou ao vir do Nordeste. "Qual é a vivência de uma criança que
mora na orla de São Paulo para a de uma que vive na orla do Rio Grande
do Norte? O resultado desse diálogo vira conteúdo, vira cultura na nossa
rede", exemplifica Schwartz.
Outra ação é reformar e equipar o BookShop (espécie de sebo de livros
internacionais e ciber café), cadastrando e munindo todo o seu acervo.
"O lugar já é uma instituição da Pipa além de ponto de encontro internacional".
Uma mostra de cinema também está entre as realizações futuras da Rede
Pipa Sabe, que, inclusive, exibirá produções locais.
"Não estamos querendo reinventar a roda, pois a cultura e o conhecimento
já existem. Num sentido metafórico, é uma rede que estamos lançando
e não existe pescador individualista na hora de puxar a rede", diz o
professor paulista. "Só estamos mobilizando de uma forma inusitada.
É um novo conceito de mudança social, que não é de cima para baixo,
nem do sudeste para o nordeste. Se obtivermos sucesso, estaremos qualificando
o Brasil na ponta do uso dessas tecnologias em favor do conhecimento
e totalmente voltado para a comunidade", completa.
Banefícios
E que tipo de melhorias a Rede Pipa Sabe pode trazer para quem vive
naquela praia - que de paraíso ecológico conhecido por poucos se transformou
em um dos destinos turísticos mais badalados do Brasil? Gilson dá exemplos.
"O governo tenta impedir o avanço da prostituição infantil distribuindo
panfletos entre turistas no aeroporto de Natal, diminuindo assim a demanda.
Mas e a oferta? O que essas meninas que se oferecem têm pra fazer?",
questiona. "O sujeito que está dirigindo um buggy sabe o que sobre meio
ambiente?"
Internet rápida e gratuita para a comunidade
Todos querem mostrar o que sabem, diz coordenador
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Divulgação |
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Segundo Eddy Polo, coordenador local da Rede Pipa Sabe, a comunidade
já está completamente envolvida pelo projeto da USP. "A reação
já começou. Todos querem mostrar o que sabem. Existe uma perspectiva
grande, principalmente das escolas", confirma Eddy. "É um resgate
de cidadania."
Há três anos, Eddy Polo desenvolve trabalhos sócio-culturais
na Pipa. "Houve uma identificação entre o projeto e ele, principalmente
pela valorização que ele dá à cultura", comenta Gilson Schwartz.
O coordenador das oficinas adianta algumas das personalidades
locais que estarão à frente das oficinas; verdadeiros personagens
do saber. Ele cita Antônio Pequeno, poeta, escritor e dono do
curral de pesca da Pipa, uma espécie de conselheiro da comunidade;
Seu Francisquinho , dono de um estaleiro e que já fabricou mais
de 400 barcos de grande porte, entre eles o Lady Laura, de Roberto
Carlos.
Tem ainda Mistér, deficiente físico reconhecido como um dos
mais ágeis pescadores da Pipa; e também João Peixinho que conhece
todos os mistérios da chamada pesca de laje, bem como das rotas
de polvos, crustáceos, mariscos.
Reitor diz que é avanço na luta contra a exclusão social
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte é uma das parceiras
da Rede Pipa Sabe, através de sua secretaria de Educação à Distância.
Em uma de suas vindas a Natal, o professor Gilson Schwartz se
reuniu com o reitor Ivonildo Rego e acertou os detalhes da parceria.
"Conheço o projeto e considero uma iniciativa extremamente importante
para os que trabalham contra a exclusão digital", considera
o reitor, enfatizando ainda que a internet é um importante veículo
para levar informação aos recantos mais distantes.
"Esse projeto vai disponibilizar uma gama de oportunidades para
setores que lutam para a inclusão social via novas tecnologias",
diz Ivonildo Rego, adiantando que a professora Vera Amaral,
pró-reitora de Educação á Distância, que estará em contato maior
com a Rede Pipa Sabe.
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Rede Pipa Sabe. Visite o site http://www.cidade.usp.br/pipa.
Inscrições para as oficinas: (84) 246 2070 (com Eddy Polo).
Projeto
estimula produção de conhecimento em comunidades carentes
Alvaro Bufarah
Agência
Brasil - ABr
- 18/11/2003
São Paulo, 18/11/2003 (Agência
Brasil - ABr) - Um grande mutirão envolvendo acadêmicos, sociedade civil,
órgãos públicos e empresários transformará a pequena praia de Pipa,
a 80 quilômetros ao sul de Natal, na primeira "cidade do conhecimento"
(um centro de aproximação entre universidade e sociedade) fora de São
Paulo. Os participantes dividirão entre si seus conhecimentos em uma
série de oficinas promovidas pela Universidade de São Paulo (USP) em
parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
“Nossa primeira ação será em Pipa, uma praia muito bonita, mas com sérios
problemas sócio-econômicos”, explica o professor Gilson Schwartz, diretor
acadêmico da Cidade do Conhecimento da USP. Mas o objetivo, segundo
ele, é criar uma rede de comunidades na internet para troca de informação
e experiências.
Há três anos, a Cidade do Conhecimento, ligada ao Instituto de Estudos
Avançadas (IEA), também da USP, usa a internet para envolver a população
em projetos sociais, econômicos e educacionais. A primeira comunidade
a se conectar com Pipa será a favela onde o presidente Lula viveu, em
Santos (SP), quando se mudou com a família para São Paulo.
"Os alunos da escola pública da favela e os jovens de Pipa poderão trocar
uma série de informações sobre todos os assuntos que acharem importantes
em um ambiente onde os acadêmicos servem como mediadores", diz Schwartz.
Um dos objetivos do projeto, segundo ele, é diminuir o desequilíbrio
entre a grande quantidade de pessoas que não tem acesso à rede mundial
de computadores e uma parcela privilegiada da população que está conectada.
O projeto "Pipa Sabe" será desenvolvido em dois momentos. No primeiro,
haverá a instalação de telecentros com acesso gratuito à internet em
parceria com os ministérios da Comunicação e da Educação. No segundo,
a comunidade será incentivada a produzir conhecimento. "Devemos abandonar
o conceito de que só se produz conhecimento nas universidades”, diz
Schwartz. “Um bom exemplo disso é a comunidade de Pipa, onde encontramos
muita sabedoria sobre o dia a dia em pessoas simples”.
Mais informações podem ser encontradas no site www.cidade.usp.br/pipa/
‘Rede Pipa Sabe’ promoverá
conhecimento à população do RN
Redação
IDG
Now!
- 19/11/2003
A partir
do dia 29/11, a praia da Pipa, no município de Tibau do Sul, no Rio
Grande do Norte, será o primeiro lugar do Brasil, fora do Estado de
São Paulo, a colocar em prática as ações do projeto acadêmico Cidade
do Conhecimento, criado e coordenado pela Universidade de São Paulo
(USP) há três anos com a finalidade de promover uma aproximação entre
universidade e sociedade, por meio da difusão do conhecimento, usando
para isso novas tecnologias de informação, co
mo a internet.
Batizado de “Rede
Pipa Sabe”, o projeto envolve acadêmicos, sociedade civil, órgãos públicos
e empresários que promoverão uma série de oficinas, promovidas pela
Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN), nas mais diversas áreas para comunidades
carentes da região.
A iniciativa consiste ainda na
criação de um telecentro, onde a população terá acesso à web, de maneira
a manter um intercâmbio com os participantes do projeto.
Há três anos,
a Cidade do Conhecimento, ligada ao Instituto de Pesquisas Avançadas
(Ipa), também da USP, usa a internet para envolver a população em projetos
sociais, econômicos e educacionais. A primeira comunidade a se conectar
com a Rede Pipa será a favela onde o presidente Lula viveu, em Santos
(SP), quando da sua chegada a São Paulo.
A idéia é organizar projetos que
criem oportunidades reais de emprego e renda, ma s dentro de um modelo
de turismo sustentável.
A Caixa Econômica
Federal (que entrou com R$ 15 mil), a USP (disponibilizando R$ 20 mil),
a Previdência Social (que doou computadores) e o Ministério das Comunicações
(que instalará uma antena para a utilização de internet de banda larga
na Pipa), assim como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
participam da iniciativa que visa promover a inclusão social no Estado.
Voluntários e profissionais de
empresas interessadas em participar da iniciativa poderão obter mais
informações por meio do site
do projeto. [
Agência Brasil e Redação ]
Site relacionado:
· www.cidade.usp.br/pipa
Praia
de Pipa usa saber local para desenvolvimento sustentável
Redação
Agência
Carta Maior!
- 26/11/2003
A Praia de Pipa (RN), paraíso ecológico
com 4.000 habitantes, vive uma contradição. Ao mesmo tempo
em que há ali uma concentração de grandes talentos,
como escultores, construtores de barco e cozinheiras especializadas
na culinária potiguar, o turismo predatório toma conta
da região. A conseqüência, além de desastres
ambientais e a degradação do vilarejo, é que a
população acaba não sendo beneficiada com a grande
presença de turistas.
Para modificar esse quadro e propiciar, por meio da inclusão
digital, um processo sustentável de inclusão social, foi
criada a Rede Pipa Sabe. A rede pretende transformar o conhecimento
dos próprios habitantes da região em valor. “Esse
projeto só faz sentido porque parte da realidade local, porque
tem os moradores e trabalhadores da Praia de Pipa participando de sua
formulação”, explica Gilson Schwartz, diretor acadêmico
da Cidade do Conhecimento, projeto do Instituto de Estudos Avançados
da USP que idealizou a rede.
Entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro, a Rede
Pipa Sabe promove uma primeira rodada de oficinas para os turistas e
realiza laboratórios de planejamento estratégico com a
população. O conteúdo sendo disponibilizado vi a
internet e um telecentro será instalado no local pelo Ministério
das Comunicações e Dataprev.
Uma das inovações da rede é o
chave o Garatuí, uma “moeda do conhecimento” que
circulará na região como meio de pagamento para atividades
educativas e culturais e também como reserva de valor. Para Schwartz,
a moeda evidenciará quais oficinas, quais saberes, têm
realmente “lastro no Real”. “Os indicadores econômicos
do Garatuí como moeda serão os próprios indicadores
de sucesso da Rede Pipa Sabe, pois refletirão a sua eficácia
econômica e financeira”, afirma.
O modelo será monitorado pelo Banco Central
do Brasil e pelos Ministérios do Turismo, das Relações
Exteriores, da Educação, das Comunicações,
do Planejamento, da Cultura e da Previdência Social.
INCLUSÃO
Ação
é de programa da USP
Projeto
Projeto educativo cria moeda em praia do RN
Redação
Folha
de São Paulo - (*)
- 28/11/2003
O IEA (Instituto de Estudos Avançados) da USP (Universidade
de São Paulo) lançará hoje uma série de
laboratórios e oficinas educativas e culturais para moradores
e turistas da praia de Pipa, em Tibau do Sul (RN), numa ação
inédita do programa Cidade do Conhecimento.
A iniciativa visa criar uma rede em que os 4.000 habitantes participem
diretamente do desenvolvimento sustentável da região -
que é uma espécie de paraíso ecológico-,
oferecendo atividades não-predatórias aos visitantes (que
evitem a degradação do vilarejo e desastres ambientais)
e ajudando na inclusão social da população -com
a instalação de um telecentro, por exemplo- e na difusão
das experiências locais.
O projeto tem como um dos principais elementos a criação
de uma moeda, chamada de garatuí (R$ 1 é igual a G$ 1),
que deve ser usada para a participação nas oficinas (de
teatro, inform& aacute;tica, saúde, culinária, navegação
e pesca, entre outras) e no comércio.
A moeda (de papel) foi distribuída a moradores e está
sendo usada por hotéis e restaurantes como instrumento de troca.
Cada cédula foi numerada. A intenção é,
no futuro, identificar aonde ela foi parar -e saber as atividades que
despertaram mais interesse. O modelo é monitorado no Banco Central
e tem a participação de vários órgãos
governamentais. Entre os parceiros também estão a Universidade
Federal do Rio Grande do Norte e a prefeitura.
A primeira série de oficinas vai até o dia 3. A Cidade
do Conhecimento tem como diretor acadêmico o economista Gilson
Schwartz, colunista da Folha.
(*)OBS.: para ver a reportagem
no site da Folha é necessário ser assinante.
EXPERIÊNCIAS PELO BRASIL
Nova moeda é proposta da USP para modificar
turismo no RN
Experiência na Praia de Pipa quer usar saberes locais
como alavanca para o desenvolvimento sustentável
Portal da Prefeitura
Prefeitura
de São Paulo -
29/11/2003
A Cidade do Conhecimento, projeto do Instituto de Estudos Avançados
(IEA) da USP, quer provar que santo de casa faz milagre. Ao menos na
Praia de Pipa, município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte. Trata-se
de uma experiência inédita de criação de uma rede que pretende usar
o conhecimento dos próprios habitantes da região para modificar o turismo
e a educação no local. Tudo isso passando pela criação de uma “moeda
do conhecimento”, chamada Garatuí.
A Rede Pipa Sabe nasceu da constatação de que a Praia de Pipa (RN),
paraíso ecológico com 4.000 habitantes, vive uma contradição. Ao mesmo
tempo em que há ali uma concentração de grandes talentos, como escultores,
construtores de barco e cozinheiras especializadas na culinária potiguar,
o turismo predatório toma conta da região. A conseqüência, além de desastres
ambientais e a degradação do vilarejo, é que a população acaba não sendo
beneficiada com a grande presença de turistas.
Para modificar esse quadro, a proposta é que todo esse conhecimento
acumulado seja transformado em valor. De 28/11 a 3/12, acontece a primeira
rodada de oficinas e laboratórios de planejamento estratégico da rede.
Oficinas para os turistas, conteúdo sendo disponibilizado via internet
e trocas entre os habitantes de Pipa são algumas das estratégias já
definidas. Um telecentro será instalado no local pelo Ministério das
Comunicações e Dataprev. O objetivo é propiciar por meio da inclusão
digital um processo sustentável de inclusão social e democratização
do conhecimento.
Novos valores, nova moeda
Na construção dessa rede, um elemento chave é o Garatuí, uma “moeda
do conhecimento” que circulará na região como meio de pagamento para
atividades educativas e culturais e também como reserva de valor. Segundo
Gilson Schwartz, diretor acadêmico da Cidade do Conhecimento, a moeda
evidenciará quais oficinas, quais saberes, têm realmente “lastro no
Real”. “Os indicadores econômicos do Garatuí como moeda serão os próprios
indicadores de sucesso da Rede Pipa Sabe, pois refletirão a sua eficácia
econômica e financeira”, afirma Schwartz.
O modelo será monitorado pelo Banco Central do Brasil e pelos Ministérios
do Turismo, das Relações Exteriores, da Educação, das Comunicações,
do Planejamento, da Cultura e da Previdência Social. No exterior, o
projeto desperta a atenção de especialistas como Bernard Lietaer, criador
do Euro e especialista em moedas complementares.
Parceiros desde o início
A iniciativa da criação da rede partiu de uma primeira conversa de Schwartz
com os moradores de Pipa. “Não se trata de uma relação ‘império’ e ‘colônia’”,
reforça o diretor acadêmico da Cidade do Conhecimento. “Esse projeto
só faz sentido porque parte da realidade local, porque tem os moradores
e trabalhadores da Praia de Pipa participando de sua formulação”, completa.
Entre os parceiros da Rede Pipa Sabe estão a Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, o Instituto de Desenvolvimento e Meio-Ambiente
(IDEMA) do Rio Grande do Norte e a Prefeitura de Tibau do Sul.
Instituições de peso na área de pesquisa e tecnologia também estarão
presentes em Pipa. O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Cecae
(Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e de Atividades
Especiais da USP), a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e a Escola do
Futuro integram o grupo que participará, entre os dias 28 de novembro
e 3 de dezembro, da primeira etapa de criação da rede. O projeto conta
ainda com o apoio da Caixa Econômica Federal, do Dataprev, da Casa Civil
e da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social da Presidência da República. Em São Paulo, a Imprensa Oficial
do Estado, sob a Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes, também apoia
a iniciativa. Com tanta gente envolvida, dá para esperar um bom retorno.
Mesmo que seja em Garatuís.
Saiba mais no site da Cidade
do Conhecimento.
Rede Pipa Sabe marca início
da expansão das atividades da Cidade do Conhecimento
Olavo Soares
Agência
USP -
29/11/2003
Cidade planeja realizar atividades em outros municípios, sempre
visando utilizar a troca de culturas e experiências em diversas
áreas como ferramenta para o desenvolvimento
"A integração é
o mais importante, já que participam de nativos a turistas, de
operários a empresários"
O projeto Cidade do Conhecimento, do Instituto de Estudos Avançados
(IEA) da USP, inicia nesta sexta (28) os trabalhos da Rede Pipa Sabe,
programa que estimulará o turismo e a educação
na Praia da Pipa, no município de Tibau do Sul, no Rio Grande
do Norte. A idéia é utilizar a cultura local como ferramenta
para promover um desenvolvimento adequado para a região, hoje
vítima do aumento desordenado do turismo predatório.
Na etapa inicial, serão realizadas até o dia 3 de dezembro
oficinas e laboratórios do planejamento estratégico
da rede. "A Pipa se transformará em uma 'cidade-escola'
", explica o professor Gilson Schwartz, coordenador do projeto.
Nas oficinas, serão abordados temas diversos, como poesia,
pesca e jornalismo comunitário.
A recepção dos trabalhos para o povo local, segundo
Schwartz, é a melhor possível: "todos da Pipa estão
redescobrindo a cultura local", afirma. Para o professor, a cidade
está se transformando na "Florença Brasileira",
com a interação e a troca de conhecimentos acontecendo
nas ruas e praças. "A integração é
o mais importante, já que participam de nativos a turistas,
de operários a empresários".
Schwartz aponta como justificativa para a boa recepção
a preparação que antecedeu a realização
dos projetos. "Não podíamos chegar aqui, de uma
hora para outra, impondo nossa cultura", destaca. Por isso foram
realizados, durante cinco meses, encontros com representantes da comunidade,
e o projeto tem o apoio, dentre outras instituições,
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), do governo
do estado e da prefeitura de Tibau do Sul. "Para que nós
não pareçamos 'marcianos' chegando para invadir o lugar",
brinca.
Nova moeda
Durante as oficinas, circulará pela Praia da Pipa uma
nova moeda, o garatuí. Esse dinheiro, de valor equivalente
ao do real, servirá para a participação nas oficinas
e em outras atividades culturais que acontecerão na cidade.
"O garatuí terá um valor mais qualitativo do que
quantitativo. É um elemento que facilitará o desenvolvimento
cultural da região", explica Schwartz. As operações
com a nova moeda terão a supervisão da Caixa Econômica
Federal.
A Caixa será uma das parceiras do Cidade do Conhecimento na
instalação da Rede Pipa. Além dela, dos governos
estadual e municipal e da UFRN, colaborarão com o projeto a
Imprensa Oficial de São Paulo e os Ministérios da Educação,
Comunicações, Relações Exteriores, e Previdência
Social. Este último, por intermédio da Dataprev, disponibilizou
seis computadores que serão utilizados nos trabalhos. Outras
entidades como Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Secretaria
Especial do Conselho Econômico e Social (do Governo Federal),
Escola do Futuro, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão
e Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária
e de Atividades Especiais (Cecae) da USP também apóiam
a iniciativa.
Toda a programação das oficinas pode ser conferida no
site www.cidade.usp.br/pipa,
que traz também mais informações sobre o projeto,
como sua missão e objetivos e apresentação oficial.
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