Na
afirmação de Peter Morville há duas
acepções para "arquiteto da informação".
A primeira designa a atividade profissional que emerge nas
sociedades globalizadas, resultante do uso cada vez mais
intenso e generalizado dos recursos da comunicação
digital: websites, aplicações multimídia,
simuladores, sistemas de apoio à decisão,
jogos eletrônicos etc. [+]
A
segunda, tão discutível quanto intrigante,
implica em estender o sentido figurado do verbo "arquitetar"
(elaborar, planejar, edificar, problematizar) para o vasto
e intangível universo da Informação.
Esta acepção incluiria qualquer pessoa que
utilize agenda e planilhas para organizar seus compromissos
e finanças, motoristas de táxi ao mapearem
o trajeto de passageiros, professores ao prepararem aulas,
jornalistas ao redigirem e editarem matérias, publicitários
ao "criarem" comerciais e mais uma infinidade
de situações do cotidiano.
Cabe
destacar que o termo foi cunhado em 1975 por Richard Wurman,
na época um editor de guias turísticos. Segundo
Wurman, "os arquitetos de informação
eficazes tornam o complexo claro, eles tornam a informação
inteligível para outros seres humanos". [+]

No
âmbito da atividade profissional, a arquitetura da
informação pode ser exercida por uma pessoa,
uma equipe ou até por empresas de consultoria especializadas.
O enquadre mais adequado é determinado pelas características
e circunstâncias de cada projeto, abrangendo uma variedade
e extensão que ainda estamos longe de conhecer.
Basicamente,
porém, é possivel dizer que o Arquiteto da
Informação se situa e desenvolve seu trabalho
na intersecção de três componentes -
contexto, conteúdo e usuários - como mostra
a figura acima.
Contexto:
Visão, interesses, possibilidades, limitações
e relacionamentos da empresa ou instituição
patrocinadora do empreendimento ou produto de comunicação
digital.
Conteúdo:
Informação qualificada, estruturada e disponibilizada
aos usuários em produtos fechados; ou co-produzida
por membros de comunidades em ambientes abertos e interativos.
Usuários:
Definidos em perfis que levam em conta habilidades, comportamentos
e interesses específicos. Quanto melhor entendidos
e equacionados esses atributos, melhores resultados serão
obtidos nos projetos. Teoricamente.
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"Há várias definições para arquiteto da
informação. Por um lado, podemos dizer que se trata
de alguém especializado em estruturar e organizar
espaços de informação, uma descrição na qual se enquadram
milhares de pessoas no máximo. Por outro lado, podemos
dizer que um arquiteto da informação é alguém que
estrutura e organiza espaços de informação como
parte de suas vidas e, aí, já estamos falando
em milhões de pessoas."
Peter Morville
- co-autor do livro
Information
Architecture for the World Wide Web |
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