Instituto de Estudos Avançados Universidade de São Paulo
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Dicionário do Trabalho Vivo
Gestão do Conhecimento

É o conceito que cria rotinas e sistemas para que todo o conhecimento adquirido num determinado ambiente cresça e seja compartilhado. Uma importante função da GC é explicitar, registrar e disseminar por toda a organização maneiras de fazer que estão restritas a indivíduos, propiciando a geração de novos conhecimentos. Nas organizações, a criação, explicitação, compartilhamento, apropriação e aplicação do conhecimento, são algumas etapas que ilustram o processo de GC. Quando se considera as micro e pequenas empresas, dimensões como a visão estratégica dos sócios e diretores, cultura organizacional e aprendizado com o ambiente externo, são consideradas fundamentais para a GC. Uma questão prática na gestão do conhecimento nas empresas está em como transformar informação em conhecimento, e considerando-se que o conhecimento tácito também inclui dados que muitas vezes nem são percebidos pelos indivíduos, tem-se uma questão mais abrangente: como transformar experiência e/ou vivência em conhecimento? A busca pela obtenção de conhecimento, além da informação e da prática, mostra que o fator humano e sua interação com o ambiente são fundamentais no enriquecimento e manifestação dos conhecimentos tácito e explícito dos membros da organização, colocando as pessoas em interação produtiva, tornado-as parceiras na socialização, combinação, compartilhamento e apropriação de conhecimento produzido em equipes. Na GC, o conhecimento explícito, ou aquele que pode ser mais facilmente codificado, tem uma característica mais voltada às tecnologias da informação e comunicação, principalmente através do uso de ferramentas (intranets, grupos de discussão, datawarehouse, etc.) que facilitam integrar e trocar informação e conhecimento, sofisticar projetos, olhar a informação em vários contextos, entre outros. Os trabalhadores do conhecimento gerenciam a si mesmos, têm a aprendizagem e o ensino contínuos como parte de sua função, têm alta mobilidade e são parceiros do empreendimento. O profissional de GC precisa conhecer bem tanto os negócios quanto as tecnologias. Outra questão para se pensar a GC é a criatividade, que pode ser classificada em três focos: econômico, visto nas inovações de produto e tecnologia; empreendedorismo visto na criatividade de novos negócios e estratégias; e cultura e arte, visto na criatividade em novas fronteiras da arte e inovações culturais. As empresas são mais focadas no primeiro e segundo focos, porém, de forma limitada ao negócio em que atua.

No espaço público, cabe às políticas públicas incorporar os três focos atuando em incubadoras, políticas de ciência e tecnologia, serviços de apoio aos negócios, promovendo cultura e educação, ou seja, criando espaços de interação e promoção da criatividade e do conhecimento, podendo esse ser um dos caminhos para a política pública que considere a GC.

A descrição desse verbete partiu de pontos de discussões, fóruns e chats, que consideravam questões como gestão do conhecimento nos espaços privado e público, práticas gerenciais relacionadas a uma efetiva gestão do conhecimento, a importância das tecnologias da informação e comunicação, as dimensões tácitas e codificadas do conhecimento e como compartilhar conhecimento no espaço público. Elaborado pela troca de e-mails através de uma rede de discussão.

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