É o conceito que cria rotinas e sistemas para que todo
o conhecimento adquirido num determinado ambiente cresça
e seja compartilhado. Uma importante função
da GC é explicitar, registrar e disseminar por toda
a organização maneiras de fazer que estão
restritas a indivíduos, propiciando a geração
de novos conhecimentos. Nas organizações, a
criação, explicitação, compartilhamento,
apropriação e aplicação do conhecimento,
são algumas etapas que ilustram o processo de GC. Quando
se considera as micro e pequenas empresas, dimensões
como a visão estratégica dos sócios e
diretores, cultura organizacional e aprendizado com o ambiente
externo, são consideradas fundamentais para a GC. Uma
questão prática na gestão do conhecimento
nas empresas está em como transformar informação
em conhecimento, e considerando-se que o conhecimento tácito
também inclui dados que muitas vezes nem são
percebidos pelos indivíduos, tem-se uma questão
mais abrangente: como transformar experiência e/ou vivência
em conhecimento? A busca pela obtenção de conhecimento,
além da informação e da prática,
mostra que o fator humano e sua interação com
o ambiente são fundamentais no enriquecimento e manifestação
dos conhecimentos tácito e explícito dos membros
da organização, colocando as pessoas em interação
produtiva, tornado-as parceiras na socialização,
combinação, compartilhamento e apropriação
de conhecimento produzido em equipes. Na GC, o conhecimento
explícito, ou aquele que pode ser mais facilmente codificado,
tem uma característica mais voltada às tecnologias
da informação e comunicação, principalmente
através do uso de ferramentas (intranets, grupos de
discussão, datawarehouse, etc.) que facilitam integrar
e trocar informação e conhecimento, sofisticar
projetos, olhar a informação em vários
contextos, entre outros. Os trabalhadores do conhecimento
gerenciam a si mesmos, têm a aprendizagem e o ensino
contínuos como parte de sua função, têm
alta mobilidade e são parceiros do empreendimento.
O profissional de GC precisa conhecer bem tanto os negócios
quanto as tecnologias. Outra questão para se pensar
a GC é a criatividade, que pode ser classificada em
três focos: econômico, visto nas inovações
de produto e tecnologia; empreendedorismo visto na criatividade
de novos negócios e estratégias; e cultura e
arte, visto na criatividade em novas fronteiras da arte e
inovações culturais. As empresas são
mais focadas no primeiro e segundo focos, porém, de
forma limitada ao negócio em que atua. No
espaço público, cabe às políticas
públicas incorporar os três focos atuando em
incubadoras, políticas de ciência e tecnologia,
serviços de apoio aos negócios, promovendo
cultura e educação, ou seja, criando espaços
de interação e promoção da criatividade
e do conhecimento, podendo esse ser um dos caminhos para
a política pública que considere a GC.
A
descrição desse verbete partiu de pontos de
discussões, fóruns e chats, que consideravam
questões como gestão do conhecimento nos espaços
privado e público, práticas gerenciais relacionadas
a uma efetiva gestão do conhecimento, a importância
das tecnologias da informação e comunicação,
as dimensões tácitas e codificadas do conhecimento
e como compartilhar conhecimento no espaço público.
Elaborado pela troca de e-mails através de uma rede
de discussão.
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