bot_ok.gif

Gestão do Conhecimento
discussão por e-mail_gestão do conhecimento - parte 3

   
Conteúdo

Caros colegas de grupo,

Estou adorando as contribuições de vocês e gostaria de dizer que estou
aprendendo bastante. Estou enviando abaixo, um texto resumido sobre os
desafios para o administrador na era do conhecimento. Este texto foi o
material de uma das aulas do meu curso de pós-graduação na FGV. Espero assim
contribuir com este grupo de excelente nível.

Estamos vivendo um período de transformação, que está criando a sociedade
pós-capitalista.
"... o muno que emergirá do presente rearranjo de valores, crenças,
estruturas social e econômica, de conceitos e sistemas políticos será
distinto de qualquer coisa que se possa imaginar hoje." P. Drucker.
É quase certo que a nova sociedade será não socialista e pós-capitalista e
seu recurso primordial será o conhecimento com duas novas classes: knowledge
workers e service workers.
Nos tempos de Taylor, 9 em cada 10 trabalhadores faziam trabalho manual. Em
1990, encolheram para 1/5 da força de trabalho e em 2010 não serão mais do
que 1/10.
As três fases do conhecimento são: 1) conhecimento aplicado a ferramentas,
processos e produtos (Rev. Industrial); 2) conhecimento aplicado ao trabalho
e ao trabalhador braçal (Rev. da Produtividade); e 3) conhecimento aplicado
ao trabalho e ao trabalhador do conhecimento (Rev. da Gestão).
Os trabalhadores do conhecimento gerenciam a si mesmos, têm a aprendizagem e
o ensino contínuos como parte de sua função, têm alta mobilidade e são
parceiros do empreendimento.
Nas organizações do conhecimento há uma interdependência entre empregado e
empresa, há um apoio no desenvolvimento dos empregados e associados, alto
desempenho é esperado e cobrado, resultados são medidos e celebrados.
O maior desafio está em obter produtividade no trabalho intelectual seja
pelo aperfeiçoamento contínuo, seja pela exploração contínua do conhecimento
existente ou seja pela inovação.
O papel do administrador hoje está na aplicação e desempenho do
conhecimento.

Abraços,
Cibele Nardi

Olá caros amigos virtuais!

De acordo com os que se manifestaram em relação ao dia e ao horário para
nossos chats, o dia de hoje está descartado e os dias disponíveis seriam de
quarta a sexta da próxima semana, entre 17:30 e 19:00.

Se vcs concordarem em fazer três dias seguidos, para mim está ok!
Mais uma vez aguardo manifestações confirmando.

Também acho que seria interessante marcarmos uma reunião informal após os
chats para nos conhecermos e combinarmos a possibilidade de continuar
trocando informações sobre essa tema de interesse comum.

Parabéns a todos pelos comentários e artigos.

Abraços,

Luciana
luciana.sert@ig.com.br

O artigo do Alvair foi selecionado para ser incluido no livro que estou
editando com o Isak. Eh muito bom mesmo.

Os colegas querem ser avisados deste lancamento?

Abracos,
Terra

--- Henrique Castro <henrique007@uol.com.br> wrote:
> Alvair,
>
> Muito interessante seu artigo !!! Fiquei impressionado com a sinergia que

> com o trabalho que estamos fazendo no MBA. O nosso objetivo é identificar
os
> fatores relevantes para a gestão do conhecimento nas MPEs (micro e
pequenas
> empresas). Estamos usando como base teórica o livro do José Terra
> (www.terraforum.com.br) e como case a SV Consultoria
> (www.svconsultoria.com.br), uma pequena empresa modelo em gestão do
> conhecimento que identificamos em São Carlos.
>
> Das 7 dimensões da gestão do conhecimento consideradas no modelo do Terra,
> acreditamos que 3 são fundamentais para as MPEs. São elas: 1- Visão
> Estratégica dos sócios/diretores; 2- Cultura Organizacional e 3-
Aprendizado
> com o Ambiente Externo. Nesta última, que me pareceu ser o foco do seu
> artigo, estamos buscando compreender o papel de instituições como o
Sebrae,
> Endeavor, Universidades e Incubadoras na formação das "Redes de
Interação",
> além, é claro, das relações da cadeia de valor onde a MPE está inserida.
>
> Montamos o site www.knowledgepartners.org para interagir com nossos
> colaboradores. Lá estão disponíveis o projeto do nosso trabalho e os links
> para alguns sites de referência em gestão do conhecimento. Em breve
> estaremos disponibilizando novas informações, conforme evolução do
trabalho.
>
> Usando um pouco dos termos de gestão do conhecimento... Desde o início do
> trabalho (maio/2002) até agora desenvolvemos bastante "conhecimento
tácito"
> através de "interiorização", principalmente leitura de cases e
> "socialização", através de conversas informais com pessoas ligadas às MPEs
e
> gestão do conhecimento. O desafio agora é a "exteriorização", pois
> precisamos finalizar o trabalho e compartilhar o que aprendemos com outras
> pessoas.
>
> Abçs,
> Henrique

Pessoal... 

Recebi de uma lista e repasso...

Neli Maria Mengalli mengalli@uol.com.br

Gestão conhecimento Compartilhar e construir 26/01/2002

Ferramentas de gestão do conhecimento estão mais sofisticadas, mas o sucesso da implementação não depende só da tecnologia e sim de uma metodologia mais adequada a cultura da empresa

Giedre Moura

Um funcionário passa quase uma década na empresa, desenvolve processos, especializa-se e quando deixa a companhia leva a maior parte do conhecimento adquirido. Esta é a realidade de muitas empresas brasileiras. Porém, a conscientização de que o principal ativo das corporações atualmente é o capital intelectual, aliado ao desenvolvimento das tecnologias de comunicação, começam a mudar este cenário.

Gestão do Conhecimento - em inglês KM ou knowledge management - é o conceito que cria rotinas e sistemas para que todo o conhecimento adquirido na empresa cresça e seja compartilhado pelos funcionários. A sigla KM não é nova no mundo de TI, desde os anos 80 ela designa a idéia de ganhos de produtividade com o compartilhamento de informações. A diferença é que como quase 100% das empresas trabalha em um ambiente de rede, boa parte com intranets, elas possuam a infra-estrutura ideal para que possa ser implementado o KM.

Uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas com as 500 maiores empresas brasileiras, identificou que 81% dos executivos entrevistados acreditam na importância da utilização da gestão do conhecimento dentro das corporações (veja no quadro da página 26 mais informações). "O que as novas ferramentas possibilitam é sofisticar os projetos. Olhar a informação em vários contextos e ainda criar camadas e mais camadas de conhecimento, até o nível de detalhe", comenta Wagner Damiani, professor doutor da FVG, coordenador da pesquisa e especialista no assunto.

Reter e estruturar informações são outros ganhos ligados a produtividade. Assim como existem benefícios não mensuráveis como identificar novos talentos na empresa e alcançar uma melhor orientação na tomada de decisões, e os mensuráveis: reduzir seus custos.

Além do efeito positivo das redes, o especialista cita o benefício do compartilhamento de informações traduzida pelos pacotes de gestão como uma alavanca para a introdução da filosofia de KM. Damiani cita ainda o refinamento das ferramentas de gestão do conhecimento a partir de projetos de datawarehouse, datamining e business intelligence. "Estamos formando a primeira geração do profissional de KM, que precisa conhecer bem tanto os negócios quanto a tecnologia", acentua.

Embora não sejam necessárias ferramentas específicas para a implementação de um sistema de KM, até o correio eletrônico pode iniciar uma rede compartilhada de conhecimento. Os fabricantes, por sua vez, começam a colocar no mercado produtos mais sofisticados e altamente direcionados para os projetos de gestão do conhecimento.

Com a ferramenta Discovery System, a IBM, através da divisão de software Lotus, aportou no mercado brasileiro no final do ano passado e já está negociando com um cliente local. Baseada em três estruturas: pessoas, lugares e dados, o produto trabalha a capacidade de contextualizar, oferecer e captar informações em todos os lugares no quais se baseia o produto. "Uma informação isolada dentro de um banco de dados não é conhecimento, é só mais uma informação", analisa Fábio Teixeira, consultor da Lotus para a área de KM.

Integrado a tecnologias anteriores da Lotus, como sistema de troca de mensagens instantâneas e também o Notes, o Discovery é uma aposta importante da divisão. Na opinião de Teixeira, a grande barreira ao avanço do KM era a necessidade de realizar o mapeamento de todo o conhecimento de uma corporação. O fornecedor propõe que a nova ferramenta gere um primeiro mapa em classes primárias, que cresce de acordo com a evolução da teia de informações dentro da empresa. "O sistema monitora e contextualiza as informações e se for preciso cria novas classes", exemplifica Teixeira.

Para rodar o produto, a empresa necessita de um servidor de porte e de um sistema de banco de dados para que o Discovery Server faça o mapeamento e a integração das informações. Já o acesso dos usuários é feito através do portal K-station. "Os atuais contratos do Discovery são com grandes empresas, uma vez que ele é o estado da arte em tecnologia de KM. Mas o gerenciamento de conhecimento pode ser feito por companhias de menor porte com outras ferramentas do mercado", minimiza o analista da Lotus.

Se no Brasil a utilização ainda é limitada, um setor, todavia, começa a despontar com destaque para o mundo do KM: o setor público. O projeto Agenda 21, criado pelo Governo do Estado de São Paulo, pretende, através da gestão do conhecimento, atuar nos bastidores dos programas sociais, facilitando o gerenciamento e transparência dos projetos.

O primeiro passo para a utilização do KM pela Agenda 21 foi a criação de uma metodologia e de uma padronização para a troca de experiências que deu origem ao que o governo chama de: "intersetorialidade de programas". "Há muitas informações em comum que precisam ser compartilhadas pelos programas de saúde, habitação ou renda. Há sempre uma co-relação entre as ações", informa Jorge Luiz de Castro, coordenador do projeto.

Depois da definição da metodologia, foi criada uma infra-estrutura de TI baseada em ferramentas da Lotus com componentes de GED - gerenciamento eletrônico de documentos. Todos os sistemas utilizam uma interface web na intranet para que os 300 funcionários das secretarias estaduais envolvidos possam acompanhar as ações intersetoriais e participar de treinamentos. Até o final de 2001, 12 secretarias estaduais estavam integradas e a meta para este ano é chegar a 23 com, aproximadamente, 70 projetos.

Seu investimento total foi relativamente pequeno, com 300 mil reais canalizados para o treinamento das pessoas, porém deve crescer no próximo ano. "Nosso foco é atender o cliente interno, mas, na medida em que o sistema evolui, queremos criar novas ferramentas que se adaptam a cultura da comunidade", considera Castro.

Outro projeto no setor governamental é tocado pelo Serpro (Serviço de Processamento de Dados Federal), que também considera a implementação da gestão do conhecimento como essencial, uma vez que trata-se de uma empresa de TI que gerencia as finanças públicas do governo federal. Para a implementação, a empresa do Ministério da Fazenda contou com o comprometimento da direção e de todas as áreas, além da equipe de TI.

A expectativa é manter o conhecimento estratégico atualizado e conseguir reduzir o impacto da movimentação de profissionais, como desligamento dos funcionários. A comunicação ocorre por meio de um portal corporativo, que integra o fluxo de dados dentro de comunidades pré-estabelecidas.

Um reflexo dos projetos de KM é saber conviver com o excesso de informações e dados. Damiani cita como exemplo a total falta total de compartilhamento do conhecimento durante a migração das empresas de telecomunicações para o modelo privado. "As operadoras não tinham idéia do que acontecia em mais de 50% da malha de telefonia", lembra o professor.

Já a empresa BCS Informática que atua em sistemas de automatização de empresas jurídicas tem notado maior interesse dos clientes por sistemas de redes de conhecimento. E cita, como exemplo, os grandes escritórios de advocacia, com mais de 200 profissionais, no qual cada um deles costuma gerar em média cinco novos documentos por dia.

Para este nicho de cliente, a BCS implementa o sistema GED Worksite, da iManage, que roda em diversos bancos de dados. "O volume de informações é muito amplo e a troca de dados entre processos é de muita produtividade para os advogados", argumenta Henrique Barreto de Aguiar, diretor de novas tecnologias da BCS. Com a ferramenta, tudo o que é produzido pode ser pesquisado e gerenciado. Em resumo: os advogados podem saber exatamente quem gerou os novos dados e pesquisas e indexar novas informações.

No entanto, não existe fórmula ideal quando se fala em gestão do conhecimento. Para cada tipo de empresa existe um modelo, um projeto de KM. Esta pelo menos é a opinião de Marcelo Corrêa, vice-presidente de tecnologia da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), entidade criada no primeiro trimestre do ano passado e que 250 associados. "Existe uma série de softwares proprietários, portais ou intranets que podem ser utilizados. Vale lembrar das condições culturais de cada companhia", comenta Corrêa.

O dirigente do SBGC ressalta que o desafio da área de TI é identificar, desenvolver e implementar tecnologias e sistemas que apóiem a comunicação empresarial e a troca de idéias e experiências que facilitem e incentivem a união das comunidades. O time de tecnologia precisa migrar do suporte a processos para competências, o que pede uma nova arquitetura para a informação, assim como uma infra-estrutura tecnológica aberta e flexível, que dê facilidade e poder aos usuários.

Panorama no Brasil

81% dos executivos acreditam que o KM é importante para os seus negócios

15% possuem sistemas implantados e 34% em processo de criação

81% dos que desenvolveram projetos o fizeram internamente

80% acreditam que é preciso utilizar ferramentas específicas para gerenciar o conhecimento

50% acreditam que o maior ganho é a transferência de conhecimento para toda a empresa

15% que dizem que o maior objetivo é a redução de tempo nas decisões

KM na sala da empresa

O que a gestão do conhecimento pode fazer pela sua companhia:

- Pode ajudar a medir a produtividade de departamentos e funcionários

- Descobrir novos experts dentro das empresas e realocar profissionais de acordo com seus conhecimentos

- Ajudar a identificar a necessidade

de novas estratégias e orientar a mudança de foco

- Ele pode ser integrado com uma grande diversidade de ferramentas como videoconferência, groupware, grupos de discussão, intranet,datawarehouse, datamining e GED

- Como os princípios da gestão do

conhecimento pregam que ele não deve ficar centralizado no nível da diretoria, ele auxilia a integração dos funcionários com profissionais de nível gerencial

- Auxilia na montagem dos objetivos estratégicos da companhia

Fonte : www.networkcomputing.com.br/noticias/artigo.asp?id=20079 Acesso em 11 Nov 2002

Pessoal...

 
 
Por enquanto...aqui - por e-mail - estou com problemas para acessar...
 
Um forte abraço...
 
Neli Maria Mengalli
 

Gestão do Conhecimento - ou de como não reinventar a roda todo dia - 3ª parte
::: Lúcio Fonseca

Projetos de Gestão do Conhecimento podem variar de extremamente simples a extremamente complexos. De simples arquivos de papel a sofisticados projetos de GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos, com disponibilização e possibilidade de pesquisa em Portais Corporativos ou Intranets.

Qualquer que seja, no entanto, o grau de sofisticação, algumas etapas são comuns. A seguir, uma proposta pragmática e singela: dez passos para a implantação de um projeto de Gestão do Conhecimento em sua escola (que Deus me salve da ira dos especialistas no tema).

1. Sensibilize: fale sobre a importância da informação como matéria prima, na Sociedade do Conhecimento, e da necessidade estratégica do seu compartilhamento; mostre claramente os benefícios de se ter um “Banco de Informações Corporativas”; mostre a interdependência dos processos desenvolvidos em cada área;

2. Ensine: o que são processos; como redigir um processo; ofereça um modelo, que sirva de padrão para todos; mostre que tudo o que somente uma pessoa sabe fazer na Escola é passível de ser transcrito e disponibilizado para todos; o mesmo em relação a atividades extra-classe mais complexas e que têm a chance de repetir-se;

3. Escolha um Coordenador: alguém organizado, que tenha mostrado grande interesse pelo tema; dê força e prestígio a ele;

4. Estabeleça prazos: um cronograma de produção, revisão e publicação;

5. Defina regras: quem redige, quem aprova, quem publica, quem pode modificar; qual é o local (de preferência, único) de armazenamento;

6. Providencie meios: como e onde publicar (pastas? Rede? Intranet?)

7. Cobre cumprimento do cronograma: não deixe a chama se apagar; apóie o Coordenador em suas dificuldades;

8. Celebre o lançamento: faça um evento especial;

9. Estimule o uso: divulgue, monitore o uso, reconheça pessoas e áreas que estejam usando e contribuindo para o enriquecimento do acervo; use o material sistematicamente no treinamento de novos funcionários;

10. Melhore continuamente: independente da forma como tenha começado, o programa pode ser melhorado continuamente, principalmente no sentido da usabilidade, facilidade para encontrar a informação, etc

Dica final: o tema “Gestão do Conhecimento” é “a bola da vez”. Procure informar-se ao máximo sobre o mesmo (afinal, estamos em um tempo em que o Conhecimento é o grande gerador de riqueza e poder). Uma simples pesquisa na Internet pode trazer-lhe inúmeros subsídios (com certeza ainda melhores que os dados nestes três singelos artigos).

PessoAll...
 
Interessante...
 
 
Neli Maria Mengalli
 
 
Quanto vale o mercado de Gestão do Conhecimento no Brasil?

As empresas brasileiras afirmam, em uníssono, que não se faz gestão do
conhecimento da mesma forma que se faz gestão dos fatores tradicionais de
produção: matéria-prima, capital e mão-de-obra. No entanto, estas mesmas
empresas não possuem sistemas ou mecanismos para medir o sucesso das
implementações das iniciativas de gestão do conhecimento. Atualmente, existe
muito pouca informação sobre o real interesse das empresas nesta área. Há
ainda mais perguntas do que se encontram respostas.
Por entender a urgência desta questão, o Centro de Referência em
Inteligência Empresarial - CRIE, da COPPE/UFRJ, realizou pesquisa inédita
sobre o tema cujos resultados são apresentados neste artigo.

Caros colegas

Gostaria de compartilhar com vocês a leitura que fiz na última sexta-feira
de um artigo no Valor Econômico sobre o livro de um pesquisador americano,
Richard Florida, a respeito de seu livro ainda não traduzido que investiga
o surgimento de uma nova classe no capitalismo: os detentores da
criatividade.

Explica o autor que tivemos o feudalismo com os detentores da riqueza
agrária, a burguesia com os detentores das fábricas e comércio, e agora,
surgem os detentores do poder da criatividade espalhados dentre
trabalhadores, empresários, governo, pesquisadores, enfim, toda sociedade.

Entretanto, o que eu julgo de mais interessante naquela resenha, é a forma
como Florida classifica o foco dessa criatividade nos dias de hoje, e que
penso ser de extremo valor para nós pensarmos a gestão do conhecimento como
uma forma de criatividade aplicada. O autor classifica a aplicação da
criatividade em 3 focos: 1) econômico,  visto nas inovações de produto e
tecnologia; 2) empreendedorismo, visto na criatividade de novos negócios,
estratégias;3) cultura e arte, visto na criatividade em novas fronteiras da
arte e inovações culturais.

Penso que as empresas estão mais focadas em 1 e 2, porém de forma limitada
ao seu negócio. Cabe às políticas públicas incorporar os 3 focos atuando em
incubadoras, políticas de ciencia e tecnologia, visto no foco 1, incubadoras
e serviços de apoio aos negócios, visto no foco 2, e, finalmente no foco 3,
algo que considero esquecido, promover a cultura e educação usando a arte
como estratégia para vivenciar o ser criativo e protagonista de inovações,
que assim aprendidas, irão difundir-se nos  demais focos.

Portanto criar espaços de interação e promoção da criatividade parece ser um
dos caminhos para a política pública que considere a Gestão do Conhecimento.

Qual a opinião dos colegas ????


Alvair Torres

De: miriam.changuir Bloquear endereço
Para: cassiavr@uol.com.br , mengalli@uol.com.br ,
luciana.sert@ig.com.br
Data: 06/11/2002 11:25
Assunto: Re:Uma citação
> Concordo, Cássia,

e, conforme afirma Bertrand, somente uma pessoa conhece
de fato algo, em toda a sua essência; ao verbalizar e
efetuar a transferência deste conhecimento, terá havido
uma "perda"; por outro lado, no momento em que esta
mesma pessoa age, carrega consigo toda a complexidade
daquele conhecimento. Parece um pouco com o conceito de
modelos mentais.
abraços,
Miriam

De: miriam.changuir     Bloquear endereço
Para: mengalli@uol.com.br
Data: 05/11/2002 15:37
Assunto: Re: Gestão do Conhecimento - discussão inicial

(Antonio, adorei o "sorriso").
Neli e todos,
"o conhecimento viaja melhor através de uma rede
humana" - na minha opinião, esta frase do estudo do
César de Azevedo sintetiza tudo o que precisa ser
considerado ao se pensar em gestão do conhecimento.
Contextualizando este estudo sobre "Transferência de
conhecimento em projetos" no ambiente de uma empresa
privada, gostaria de ressaltar dois pontos: primeiro, a
questão da identificação dos conteúdos ou conhecimentos
necessários aos processos-chave da empresa (como disse o
Antonio: Conhecimento do conhecimento); esta
identificação é observada no processo de gestão de
competências, onde se procura definir os conhecimentos,
habilidades e atitudes necessários e que deverão ser
desenvolvidos, adquiridos e preservados. Há, no entanto,
a deficiência no exercício da transferência e do
compartilhamento destes conhecimentos no ambiente
empresarial, o que acarreta "mutilações" quando este ou
aquele profissional deixa a empresa. Nesta tarefa, a
liderança tem papel fundamental e precisa estar
consciente disso.

A segunda questão é a de utilização e reutilização de
conhecimentos. Costumamos chamar esta prática de "lições
aprendidas", as quais são ou deveriam ser exploradas a
cada nova realização de atividade da qual já se tenha
vivência anterior. As barreiras que vejo para a
consecução desta prática são a vaidade de alguns
profissionais e a falta de um "banco" organizado destas
experiências que facilite a sua localização quando
necessário; assim como a fragmentação das funções dentro
da empresa, que impede ou dificulta as trocas entre as
pessoas.

abraços a todos,
Miriam


Data

10/02/1978




 
   

textos utilizados nas discussões - parte 2

textos utilizados na discussão_parte1

descrição do verbete 13: GESTÃO DO CONHECIMENTO

depois da publicação do verbete 13 - a discussão continua

discussão por e-mail_gestão do conhecimento - parte 3

discussão por e-mail_gestão do conhecimento - parte 2

discussão por e-mail_gestão do conhecimento - parte 1

Discussão por e-mail: Os três pilares da GC

Equipe

Pontos de Discussão, Fóruns e Chats

Pontos de Discussão

Manual de Redação: Resumo

powered by zope

   

Web design: Insite Soluções Internet - Sistema de publicação: Hiperlógica Página-1