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GLOBALIZAÇÃO SOB O OLHAR TUPINIQUIM: O verbete Globalização sob o olhar tupiniquim elaborado para o Dicionário do Trabalho Vivo do Programa Educar na Sociedade da Informação, foi desenvolvido por alunos da 8a série e do Ensino Médio da Escola Internacional de Alphaville, localizada no município de Barueri, na Grande São Paulo. Foi um projeto interdisciplinar envolvendo as matérias de Cultura Internacional, Informática e Geografia iniciado em setembro de 2002, publicado no site do Educar no dia 1o de dezembro, de acordo com a data proposta por este programa tão inovador e cativante, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.
O nosso trabalho propõe o questionamento do tema da globalização sob um novo olhar, de dentro para fora. Resgatamos nossa origem tupiniquim para refletir sobre a participação – ou exclusão –do Brasil neste mundo globalizado. Por isso o verbete é construído através de subtemas, questionando alguns aspectos da globalização, como o social, em Todas as Tribos, onde desfilam tipos como ambientalistas, os anarquistas e os ativistas antiglobalização. Cada tipo tem seu estilo, cada tribo, sua forma de lazer e, nesse mosaico cultural, cada um garante o seu Programa de índio. E nessa Aldeia global, a comunicação de massa é o grande espelho da sociedade, refletindo o valor do TER e ofuscando o ser. Em Caciques apontamos quem são os donos do mundo e onde vivem. Nas Ocas convivem as mais diversas condições de habitação da Terra e, mesmo em Alphaville, existem as alfavelas, enquanto Pindorama destaca o nosso Brasil, brasileiro. Nas Tabas aglomeram-se as metrópoles do mundo, onde o caos urbano congestiona as cidades de Deus e dos homens. E, nesse território sem lei e sem fim, o Cachimbo da paz lança no ar a mensagem de que, graças à globalização, o tráfico de drogas assegura o primeiro lugar no comércio ilegal do planeta, garantindo carona para o tráfico de armas e de animais silvestres. Mas, afinal, o que nós, tupiniquins, ganhamos e perdemos com tudo isso? Bem, nosso trabalho não se propôs a responder esta questão e, sim, lançá-la na rede, nas ondas da web. Cabe aos internautas, mergulharem fundo nestas questões.
Em nosso verbete estão integrados alguns trabalhos de pesquisa sobre a riqueza e miséria no planeta, as questões habitacionais e ambientais, além da globalização dos hábitos e comportamentos. O subtema Cachimbo da Paz teve como texto de apoio o documento em inglês “Globalização, Drogas e Criminalidade”, publicado pela UNESCO em setembro de 2002. No verbete, também merecem destaques as entrevistas com o Presidente Luís Inácio Lula da Silva (realizada alguns dias após sua vitória na eleição), com o empresário Antônio Ermírio de Moraes (dono da segunda maior fortuna do país), com o cantor sertanejo Zezé di Camargo ( um dos maiores cachês do cenário artístico nacional), com a produtora artística Marlene Matos (empresária das maiores estrelas da TV Globo) e com a equipe do Bankboston (um dos mais tradicionais bancos norte-americanos). A empresa de informática HP preferiu falar sobre responsabilidade social para todos os alunos envolvidos no projeto e, no dia 19 de novembro, o Sr. Juarez Zortega, diretor da HP Brasil, fez uma palestra na Escola Internacional, que está registrada neste verbete.
A realização dos chats foi uma das atividades do projeto que mais cativaram os alunos. Nosso primeiro chat foi no dia 19 de novembro com o Professor Ricardo Abramovay, da FEA, um bate-papo online com muito conteúdo, alguns professores e poucos alunos ( em virtude do horário das 18h00, agendado pelo Educar). O segundo chat foi no dia 22 de novembro com Gilson Schwartz e foi o que os alunos mais gostaram. Participaram do chat cerca de 30 estudantes do Ensino Médio, que lotaram a sala de informática e transformaram o horário do almoço, numa continuidade da conversa com o coordenador do verbete Globalização 1 e diretor acadêmico da Cidade do Conhecimento. O terceiro chat aconteceu no dia 25 de novembro, às 15h00, com o cineasta Fernando Meirelles, diretor do premiado filme Cidade de Deus e foi prejudicado por problemas técnicos, que impediram a fluência e agilidade da conversa. Dois chats propostos não aconteceram; com o jornalista José Arbex (que seria muito enriquecedor para a discussão do tema das drogas) e outro com o músico Zulú (Sérgio Márcio de Lima), que mescla o som do hip-hop com a capoeira e falaria sobre cultura de rua e exclusão digital. O chat foi inviabilizado pela falta de acesso à computadores na zona Sul e, principalmente, pelo encerramento do ano letivo. Vale ressaltar que os chats realizados não foram editados porque entendemos que isso não era permitido.
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