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Cada
edição da Redemoinhos
traz um artigo de análise ou detalhamento de propostas e projetos, da Cidade
ou de outras organizações. Nesta edição, veja algumas dicas para se avaliar
a usabilidade de um site.
Usabilidade
também é entender a fundo o gosto do usuário
Pollyana
Ferrari (*)
A
usabilidade endereça a relação entre uma ferramenta e seu usuário.
Para uma produto ser útil, ele tem de permitir aos clientes completarem
suas tarefas da melhor forma possível. O mesmo princípio se aplica para
computadores, sites e softwares. Para esses sistemas funcionarem, seus
clientes devem ser capazes de usá-los de modo eficiente. Testar
um produto para ver se ele pode ser “usável é uma estratégia muito
adotada nas indústrias que trabalham com eletro-eletrônicos, com
produtos automotivos e também com software, que há uma década já
utilizam de testes de usabilidade com usuários, colocando em endereços
Web suas versões beta de programas, para que o futuro cliente use e
avalie o software, antes da versão final chegar às prateleiras das lojas.
No caso de sites na internet, primeiro os usuários se conectam à rede e
só depois começam a testar os produtos no ar, sem ter para quem reclamar
se algo não funciona.
A
qualidade de um sistema, que tolera os erros dos internautas e continua
exibindo uma página clean,
faz a diferença entre agradá-los ou frustrá-los. Pelo lado do
criador do sistema, a usabilidade pode significar a aceitação ou não do
produto. Em todos os casos, a falta de usabilidade custa tempo e esforço,
e pode, seguramente, determinar o sucesso ou a falência de um produto.
Para o pesquisador norte-americano, Michael Beckley, autor do Appian Web
Personalization Report (AWPR), é possível seguir uma verdadeira receita
de bolo para avaliar a usabilidade de um site. Confira nesta coluna de
estréia algumas dicas simples e eficazes:
1. Aprenda com
as reações do usuário
Quando
um internauta passa alguma informação para você, não a descarte.
Acompanhe todos os registros de cliques realizados na sua página. Veja as
páginas mais acessadas, descubra se seu leitor acessou alguma vez, por
exemplo, sua área de e-commerce ou de downloads.
A medição dos pageviews diz muito da satisfação do usuário.
2.
Não coloque resistência à personalização
A personalização não é um artifício ao qual os usuários estão
sempre permeáveis a aceitar. Mantenha um relacionamento fiel e ativo com
seu leitor.
Visitante
não deve preencher registros, pesquisas ou realizar qualquer ação que
seja custosa logo de início. Muitos participantes potenciais poderão
ficar desencorajados com essas ações em um primeiro contato.
3.
Não negligencie qualquer fonte de informação
Acompanhe o caminho percorrido pelo usuário por meio do clique do
mouse, ou seja, o histórico do usuário, dentro do website.
Avalie as preferências implícitas do usuário. Geralmente
apresentadas em um formulário de pesquisa no início do relacionamento de
personalização ou em respostas em fóruns ou enquetes.
4.
Conquiste o usuário pelo visual
A inclusão de páginas de diretórios atraentes possibilita tanto
a navegação adequada do usuário como a revelação de uma série de
preferências e interesses. É fácil notar a utilidade desta técnica:
dos três modos pelos quais os usuários encontram a informação –
clique, rolamento (scroll) e busca –, o do clique é o melhor para os
conceitos de usabilidade, pois permite o entendimento exato da preferência
do internauta.
5.
Observe o que os usuários aprovam ou não
A
desaprovação de um usuário pode servir como uma boa dica de usabilidade
para o que ele gosta, ou mesmo mostrar a melhor forma de reconquistá-lo.
6.
Facilite a vida do usuário
Na verdade, você nunca sabe quando um usuário quer expressar o
que ele gosta ou não em sua página, mas é certo que alguns internautas
estão mais propensos a mostrarem sua aprovação do que outros. Dessa
forma, facilite a vida daqueles que querem entrar em contato com você.
Crie eficientes mecanismos de atendimento ao leitor.
7.
Não construa um castelo cheio de aposentos. Faça do seu site um loft
Ressalte
as três razões principais por que os usuários vão ao seu site,
deixando-as extremamente rápidas e fáceis de serem achadas. Construa uma
arquitetura de informação que faça o usuário se movimentar apenas o
necessário. "Todo usuário precisa encontrar o que procura em apenas
três cliques", sugere o pai da usabilidade, Jakob Nielsen.
8.
Minimize seu código HTML
Gasta-se
muito dinheiro em ferramentas de compactação e otimização de gráficos
e arquivos de áudio e vídeo, mas quase nada se fala sobre a otimização
do código HTML
Evite deixar linhas e linhas de "lixo" no seu código
HTML. Revise-o a cada três meses, pelo menos.
9.
Todo cuidado com os links
Links, tanto internos como externos, ainda são os ícones mais
importantes da hipermídia atual. Revise-os e deixe seu site livre de
links mortos e inexistentes. Não existe nada pior, em matéria de
usabilidade, do que uma URL inexistente.
10.
Rapidez de um avião ajato
Por
que os sites mais simples em matéria de design
e também os mais fáceis de se navegar são os de maiores audiência? A
resposta é muito simples: Por que o modelo do Yahoo!
ainda faz tanto sucesso? Pela simplicidade. O usuário gosta de encontrar
fácil o que procura. Sites que carregam rápido (home-pages com 30
Kbytes) são as melhores. Compare a sua página e comece a subtrair ícones
e imagens desnecessárias. Seu usuário irá agradecer.
(*)
Pollyana
Ferrari é jornalista e professora de Marketing em Empresas Informativas e
Editoriais na ECA-USP. Na PUC/SP ministra as disciplinas
Edição, Jornalismo On-line e Design Informacional.
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