A Cidade
do Conhecimento afirma-se cada vez mais como um novo pólo de
relações acadêmicas internacionais na Universidade de São Paulo. Em
poucos dias, realiza a oficina “Knowledge City: digital media for a
democratic society” e, depois, apresenta um “position paper” no
seminário internacional “Development by Design”, promovido pelo Media
Lab Asia, em Bangalore, Índia. É parte da rede “Global Design
Studio”, lançada há um ano no contexto do programa “Digital
Nations” do MIT.
Há pouco mais de
duas semanas, participamos do segundo colóquio “Cibercidades e redes
digitais”, promovido pela Universidade de Aveiro em parceria com a
Universidade Federal da Bahia, no campus de Aveiro, Portugal (Veja
as fotos do evento). É um
programa que se firma como uma das iniciativas mais inovadoras no campo
dos projetos digitais de intercâmbio em língua portuguesa. Participaram
do evento o diretor acadêmico da Cidade do
Conhecimento, Gilson Schwartz,
e a coordenadora do programa Gestão de Mídias Digitais, Mariana Balboni.
Voltada para a
mesma dimensão, a de ampliação do conteúdo em português na rede
mundial, apresentamos em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia
e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o IPT (Instituto de
Pesquisas Tecnológicas) e a Fundação Vanzolini, um projeto ao Programa
Alis (Aliança para a Sociedade da Informação entre União Européia e
América Latina), da Comissão Européia (com apoio do Cenpec e da Rede
Paula Souza).
No Canadá,
formalizamos parceria com o pesquisador Pierre Lévy, passando a integrar
uma rede de pesquisa sobre inteligência coletiva que tem ainda como
parceiros, no Brasil, a Universidade Federal da Bahia e a Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
A esses projetos
em rede com parceiros na Ásia, União Européia e Américas somam-se
iniciativas na América Latina, como a Cátedra Unesco sobre Mulher, Ciência
e Tecnologia na América Latina, sediada na Cidade
do Conhecimento e com forte presença na Argentina (cuja
atividade central ao longo do ano foi a organização de um módulo no
programa “Educar na Sociedade da Informação”).
Num momento de
forte ajuste econômico e fiscal, em que as prioridades na universidade pública
precisam ser cuidadosamente definidas pois os recursos são escassos, a Cidade
do Conhecimento se viabiliza investindo em parcerias locais e
globais, capazes de multiplicar tanto o potencial de produção de conteúdo
quanto as formas de captação de recursos financeiros e tecnológicos.